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Bolsa de Londres poderia ser objeto de outra batalha de OPAs

26/08 - 18:41 - EFE

Londres, 26 ago (EFE) - A Bolsa de Valores de Londres - London Stock Exchange (LSE) - poderia ser objeto de uma nova batalha de ofertas públicas de aquisição (OPAs) após o interesse demonstrado pela Temasek, o grupo que lida com os investimentos do Governo de Cingapura. Segundo a imprensa britânica, o grupo teria interesse em adquirir os 31% que o Nasdaq, mercado eletrônico americano, possui na Bolsa de Londres. Na semana passada, o Nasdaq anunciou pretendia se desfazer de 31% do capital em ações da LSE acumulado em sua frustrada tentativa de obter o controle do pregão londrino. Atualmente, este mercado disputa com a Bolsa de Dubai a aquisição da bolsa escandinava OMX, que lançou de surpresa uma oferta que superou a apresentada pelo Nasdaq, de US$ 3,7 bilhões. Acredita-se que o súbito interesse da Temasek pela Bolsa de Londres poderia ter origem no temor dos cingapurianos de que Dubai se transforme na bolsa dominante na região, se conseguir comprar a OMX. Outros boatos indicam que a própria Bolsa de Dubai teria interesse em comprar do Nasdaq sua participação na LSE. A bolsa dos Emirados Árabes não esconde que deseja obter participações em diferentes bolsas de valores.

Outros interessados nos 31% que o Nasdaq possui na LSE são a New York Stock Exchange (NYSE), a Chicago Mercantile Exchange (CME) e fundos de investimento.

Segundo o dominical "The Observer", que cita fontes da City, o centro financeiro de Londres, o Nasdaq deseja vender sua participação na LSE para a Deutsche Börse (Bolsa Alemã), por mais de € 592 milhões.

Esta possibilidade gera preocupação, diz o jornal, já que a Deutsche Börse tentou sem sucesso comprar a LSE. Se a bolsa alemã adquirir uma participação tão grande na bolsa londrina, muitos poderão achar que tem a intenção de deter algum dia a totalidade das ações.

O "Observer" considera esta possibilidade remota, já que muitos acionistas da Deutsche Börse são fundos de alto risco americanos que deixaram bem claro que uma fusão da bolsa alemã com a londrina não interessaria aos investidores. EFE jr db/pa


 
 

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