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Após semana caótica, bolsas asiáticas fecham em forte alta

20/08 - 03:38, atualizada às 09:42 20/08 - Redação com agências

Depois de uma das piores semanas dos últimos dez anos, as bolsas asiáticas se recuperaram nesta segunda-feira. A Bolsa de Valores de Tóquio, que na última sexta-feria sofreu a maior queda em pontos em 7 anos, fechou em alta de 3%. Ainda nesta manhã, o Banco Central do Japão interveio no mercado, após detectar que as taxas de juros se encontravam acima de seu objetivo. O mercado europeu também apresenta melhora e opera em alta até o momento.

Nos primeiros minutos do pregão de hoje, o índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tóquio já registrava alta de 2,50%. O segundo indicador da Bolsa de Tóquio, o Topix, chegou a operar em alta de 3,45% na abertura, mas recuou e fechou em alta de 2,92%.

As demais bolsas asiáticas também começaram bem a semana. O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong, que abriu o pregão com alta de 3,7%, chegou a 5,93% no fechamento. Na Bolsa de Seul, o índice Kospi, que também registrou quedas acentuadas na última semana, fechou hoje em alta de 5,69%, aos 1.731,27 pontos. O índice de valores tecnológicos Kosdaq registrou alta de 7,14%.

As duas bolsas de valores chinesas, Xangai e Shenzhen, também registraram hoje fortes altas. Em Xangai, o índice geral fechou em alta de 5,33% e, em Shenzhen, o índice geral encerrou o pregão com alta de 5,74%.

Mercado europeu

As principais bolsas européias, que registraram alta na última sexta-feria, mantiveram a tendência nos primeiros minutos dos pregões de hoje. O índice geral FTSE-100 da Bolsa de Londres operava em alta de 0,33% na abertura desta segunda.

Na Alemanha, o índice DAX 30 da Bolsa de Frankfurt registrou alta de 0,5% nos primeiros minutos do pregão de hoje. Abolsa de Milão apresentava alta de 0,6% na abertura e o índice CAC-40 da Bolsa de Paris abriu o pregão desta segunda-feira em alta de 0,82%.

Nova intervenção

O Banco Central do Japão injetou hoje US$ 8,695 bilhões no mercado financeiro para atenuar os problemas de falta de liquidez derivados da crise hipotecária nos Estados Unidos, informou a agência local "Kyodo".

Esta injeção é a terceira contribuição da autoridade monetária japonesa nos últimos três dias úteis e a quinta dos últimos dez dias.

A instituição interveio no mercado esta manhã, após detectar que as taxas de juros se encontravam em torno de 0,56%, acima de seu objetivo, de 0,5%.

No total, o Banco Central japonês já injetou no mercado US$ 36,520 bilhões nos últimos dez dias, com o objetivo de dissipar as crescentes dúvidas dos investidores sobre a liquidez dos mercados internacionais diante da crise hipotecária dos Estados Unidos.

Sexta-feira de caos na Ásia

Na última sexta, a crise no setor hipotecário de risco nos EUA fez com que os investidores japoneses repatriassem o capital aplicado no país e em outros países, onde as taxas de juros são mais elevadas, o que valorizou o iene em relação ao dólar e a outras moedas.

Esta alta da moeda japonesa atingiu diretamente as companhias exportadoras do país, cujos papéis caíram. Além disso, os fundos de investimentos que já perderam muito dinheiro com os "subprimes" tentaram se recuperar vendendo ações. Com isso, a Bolsa de Tóquio sofreu na última sexta-feira a maior queda em pontos em sete anos.

(*Com informações da agência EFE)

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