16/08 - 13:15 - Valor Online
RIO - O consumo de energia elétrica cresceu 5,2% no primeiro semestre do ano, entre os consumidores livres e cativos, na comparação com igual período de 2006, com o total de 181.959 GWh utilizados. A pesquisa "Estatísticas e análise do mercado de energia elétrica - junho 2007", divulgada hoje pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), mostra que as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram os maiores índices de crescimento do consumo, com avanços de 7,2% e 6,1%, respectivamente. No Sudeste, o avanço foi de 4,7%, enquanto no Nordeste o consumo cresceu 5,6%.
Nas residências, o consumo de energia cresceu 6,5%, enquanto no comércio o avanço foi de 7,1%. Na indústria, a taxa de crescimento foi de 4,3% no semestre, após avanço de 3,6% registrado em todo o ano de 2006.
De acordo com a EPE, os crescimentos mensais significativos desde o início do ano estão diretamente ligados ao avanço da economia brasileira, com destaque para o aumento da renda, a queda dos juros, a disponibilidade e alongamento do crédito, entre outros dados que colaboraram para o aumento da demanda.
Na classe residencial, houve aumento de 3,9% no número de novas unidades consumidoras atendidas pela rede no primeiro semestre, em relação aos primeiros seis meses do ano passado, o que significou a entrada de 902 mil novos clientes entre janeiro e junho deste ano. O aumento da renda também colaborou para o crescimento do consumo médio residencial no país, que passou de 141,6 kWh/mês em 2006 para 144,1 kWh/mês no primeiro semestre de 2007, com avanço em todas as regiões analisadas.
A análise apenas do consumo residencial mostra que as regiões Norte e Nordeste tiveram o maior crescimento no primeiro semestre, ambas com taxas de 8,2%. No Nordeste, o Rio Grande do Norte apresentou alta de 12% no consumo residencial, enquanto na Bahia o avanço foi de 9%.
O segmento de consumidores comerciais apresenta não apenas bom índice de abertura de novos pontos, como também um incremento nas atividades, o que levou a uma alta de 7,1% no consumo de energia elétrica no primeiro semestre.
(Rafael Rosas | Valor Online)
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