15/08 - 03:36, atualizada às 09:16 15/08 - Redação com agências
As bolsas asiáticas acompanharam os resultados registrados ontem nos mercados e encerraram os pregões desta quarta-feira em forte queda. O mau humor também se repete nas bolsas européias, que abriram esta quarta-feira em baixa acentuada.
Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em queda de 2,24%, atingindo seu nível mais baixo desde dezembro de 2006. O segundo indicador, o Topix, caiu 2,72%.
A Bolsa de Hong Kong encerrou o pregão com baixa de 2,7% e, na Coréia do Sul, a Bolsa de Seul registrou queda de 1,7%. Em Taiwan, a baixa foi de 3,2%.
O pior resultado registrado até o momento nesta quarta-feira ocorreu na Bolsa de Jacarta, na Indonésia, que fechou o pregão em queda de 5,3%.
Bolsas européias
As bolsas européias caíram hoje na abertura do pregão, arrastadas pelas quedas de ontem, em Wall Street, e de hoje, nos mercados asiáticos, devido ao temor de uma escassez de liquidez depois de alguns fundos de investimento suspenderem os reembolsos.
Os principais índices dos mercados de valores da Europa registraram nos primeiros minutos de negociação uma queda em torno de 1%. Os títulos que mais caíram foram os de serviços financeiros (-1,6% em média), bancos (1,2%) e companhias de seguros (1,2%).
Os analistas de vários bancos de investimento recomendaram a vendas das ações de institutos de crédito, como o alemão Deutsche Bank e o suíço UBS, além de seguradoras.
O Euro Stoxx 50, que reúne os 50 principais valores da zona do euro, por volta das 4h30 (de Brasília) registrava queda de 0,9%, até 4.159,4 pontos.
O FTSE 100 de Londres caiu 1%, até 6.081,80 pontos; o DAX 30, de Frankfurt, 0,6%, até 7.378,03; o CAC 40 de Paris, 1,2%, até 5.410,35; e o Ibex 35, de Madri, 1%, para 14.413,3.
Crise no mercado
A maior varejista do mundo, Wal-Mart Stores, reduziu sua projeção de lucro para o ano, dizendo que seu desempenho no segundo trimestre não foi o que esperava e que muitos de seus consumidores enfrentam pressão financeira.
A crise no mercado de imóveis, as taxas de juros e os preços da gasolina, juntamente com o menor número de ofertas feitas pelos vendedores, prejudicaram a demanda de produtos relacionados à casa e de artigos de vestuário da Wal-Mart, que espera que essas vendas continuem fracas no terceiro trimestre.
Paralelamente, a maior varejista do segmento de decoração e produtos para reforma Home Depot anunciou lucro menor no segundo trimestre e previu condições difíceis no mercado imobiliário até o ano que vem.
Federal Reserve
A perspectiva de a crise do mercado imobiliário atingir o consumo tende a acentuar as especulações de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) terá de cortar o juro para conter contaminação ainda maior dos problemas no setor de imóveis.
(Com informações do EFE, Reuters e Agência Estado)
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