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Queda de participação no mercado de cervejas preocupa AmBev

14/08 - 16:01 - Valor Online

SÃO PAULO - Apesar de ter elevado o volume de produção de cerveja no segundo trimestre para 15,2 milhões de hectolitros, 4,6% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, a AmBev perdeu um pouco de terreno para os concorrentes. Segundo levantamento da ACNielsen, a fatia de mercado da empresa diminuiu de 68,8% para 67,3% na comparação dos resultados do segundo trimestre de 2006 e 2007.

Nós não estamos satisfeitos com essa queda na nossa participação , disse Luiz Fernando Edmond, principal executivo da companhia, ao comentar os resultados da AmBev no segundo trimestre. Toda nossa equipe está focada em reverter esse quadro, e sei que temos profissionais qualificados para isso. Em suma, achamos que há espaço para crescermos no mercado e estamos trabalhando para isso. No mercado de refrigerantes, a AmBev manteve a fatia de mercado de 16,8% na mesma base de avaliação, mesmo com o crescimento excepcional nas vendas da H2OH!, que neste trimestre avançou 11% ante os resultados medidos entre janeiro e março de 2007. Podem falar o que quiserem, mas as vendas da H2OH! continuam crescendo. Não me lembro de nenhuma marca que tenha conseguido desempenho semelhante logo depois de ser lançada , disse Edmond a respeito de comentários do mercado de que as vendas do refrigerante não iriam tão bem como no primeiro trimestre.

Nos resultados do segundo trimestre divulgados hoje, a AmBev anunciou que seu lucro líquido caiu 7,2% na comparação com o mesmo período ano anterior, para R$ 448,7 milhões. Segundo o executivo, esse resultado foi prejudicado pelas despesas com amortização dos ágios nas aquisições da canadense Labatt, da argentina Quinsa e da brasileira Cintra. Essas amortizações, disse Edmond, continuarão interferindo nos lucros da companhia até 2016, quando termina o contrato de aquisição da Quinsa. O lucro líquido da companhia também teria sofrido impacto negativo da valorização do real frente ao dólar, influenciando os investimentos em moeda estrangeira da empresa. O nosso parâmetro importante é o resultado operacional, já que essas amortizações têm reflexo zero no nosso caixa , disse o executivo. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da empresa ficou 16,5% acima do registrado no segundo trimestre de 2006, em R$ 1,848 bilhão. Entre os fatores destacados por Edmond para explicar a alta, estão o aumento de volume comercializado, o crescimento nas vendas das marcas de maior valor agregado, como as cervejas premium, o avanço da H2OH!, o reajuste de preços e a manutenção do custo de produção nos mesmos níveis do ano passado. A margem Ebitda foi de 39,3% para 40,8%, na mesma comparação.

Esse crescimento de 16,5% no Ebitda foi ainda mais comemorado porque a empresa partia de uma base comparativa considerada alta, das vendas para a Copa do Mundo realizada no ano passado. Os números do segundo trimestre reiteram nossa confiança de crescimento em 2007 , disse o executivo que não quis fazer projeções.

(Adilson Fuzo | Valor Online)


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