14/08 - 08:50 - Valor Online
RIO - Após uma alta de 0,22% em julho, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) apontou inflação de 0,64% no mês seguinte, influenciado pelo comportamento dos preços no atacado. A pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou ainda que, no acumulado do ano, o indicador cresceu 2,35% e, nos 12 meses encerrados em agosto, subiu 4,48%.
O Índice de Preços por Atacado (IPA) avançou 0,83% nesta apuração, sucedendo elevação de 0,10% em julho. Os preços dos produtos agrícolas ampliaram-se 2,64% após acréscimo de 0,93% no mês passado. Os produtos industriais, que tinham recuado 0,16% em julho, viram agora elevação de 0,25%.
Um dos três setores compreendidos pelo IPA apresentou declínio no período - os Bens Finais baixaram 0,18%, invertendo a direção tomada um mês antes, de alta de 0,14%, por causa do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa saiu de 3,27% para -2,89%.
Os Bens Intermediários aumentaram 0,39% em agosto, o que implica uma mudança ante o resultado antecedente, de queda de 0,09%. Esta alteração refletiu o movimento dos combustíveis e lubrificantes para a produção, que avançaram 1,32% neste levantamento depois de 0,08% de expansão.
As Matérias-Primas Brutas verificaram aceleração expressiva na passagem de julho para o mês seguinte, indo de 0,42% de incremento para 3,01% de elevação, repercutindo o avanço de itens agropecuários como laranja (-17,73% para 6,37%), bovinos (3,56% para 7,15%) e mandioca (-5,80% para 14,14%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) recuou para 0,28% em agosto ante acréscimo de 0,40% um mês antes. Dos sete grupos componentes do índice, três apresentaram decréscimos em suas taxas de variação: Vestuário (0,88% para -0,75%), Habitação (0,07% para -0,22%) e Transportes (-0,35% para -0,36%). Nestas classes de despesa, os destaques foram: roupas (0,56% para -1,39%), tarifa de eletricidade residencial (-0,91% para -3,43%) e gasolina (-0,39% para -0,95%), respectivamente, apontou a FGV em nota.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) saiu de um acréscimo de 0,56% em julho para um aumento de 0,29% no mês seguinte. A maior contribuição para esta suavização foi proveniente da Mão-de-Obra, que passou de 0,75% em julho para 0,24% em agosto, repercutindo o menor impacto dos reajustes salariais nas cidades de Goiânia, Florianópolis e São Paulo. O índice relativo aos Materiais teve pequena modificação, de 0,25% para 0,28%, e o de Serviços cedeu para 0,68% em agosto frente ao 1,09% de alta no sétimo mês deste ano.
O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
(Valor Online)
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