14/08 - 15:59 - AFP
O crescimento da zona euro se desacelerou mais do que o previsto no segundo trimestre, com números decepcionantes nos principais países, embora estes retrocessos não devam por em dúvida a boa saúde da economia européia.
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na zona euro se elevou 0,3% no segundo trimestre de 2007, contra 0,7% no primeiro, segundo a estimativa pública publicada nesta terça-feira pelo centro europeu de estatísticas, o Eurostat.
Os analistas consultados pela agência Thomsom Financial News tinham previsto um aumento de 0,6%, um número duas vezes maior do que o verificado.
"O crescimento da zona euro foi claramente mais fraco do que o esperado no segundo trimestre. Diversos fatores pesaram no crescimento nos diferentes países", ressaltou Howard Archer, economista para a zona euro do centro de estudos Global Insight.
"A decepção foi generalizada, com números mais baixos do que o esperado nos principais países europeus", comentou Sunil Kapadia, economista da UBS, que considerou que o "máximo absoluto" de crescimento da zona euro ficou "provavelmente para trás".
Comparado com o segundo trimestre de 2006, o PIB aumentou em 2,5%, contra 3,1% no trimestre anterior.
No entanto, destacou que com uma confiança econômica "ainda em nível elevado, mesmo que recentemente tenha caído" e com uma taxa de desemprego em seu maior nível (6,9% em junho), "os fundamentos continuam sendo bons", o que permitiria "manter um crescimento elevado em 2007 e 2008".
As principais economias européias registraram, em maior ou menor escala, uma lentidão no segundo trimestre, segundo os números nacionais publicados nesta terça-feira.
O crescimento da Alemanha, por exemplo, a maior economia do continente, sofreu uma desaceleração maior do que a prevista devido aos fracos desempenhos na construção civil. O país apresentou um crescimento de 0,3% do PIB, contra o 0,5% registrados no primeiro trimestre.
A França também apresentou o crescimento medíocre de apenas 0,3%, contra o 0,5% do primeiro trimestre, um resultado inferior às previsões do Banco da França, que contavam com 0,6%. O comércio exterior pesou sobre o PIB francês, enquanto os investimentos em seu conjunto também apresentaram lentidão.
O crescimento espanhol, um dos mais dinâmicos da Europa, também sofreu ligeira desaceleração, e o PIB cresceu 0,8% - contra a marca de 1,1% do primeiro trimestre - devido à moderação do consumo dos lares.
Já na Holanda, o crescimento também se reduziu 0,2% segundo uma primeira estimativa, enquanto o PIB da Itália registrou um aumento de 0,1% contra o 0,3% alcançado no primeiro trimestre.
Apesar de ser generalizada, esta desaceleração da economia não deveria incitar o Banco Central Europeu a mudar seu objetivo de um crescimento de sua taxa de investimento de 4% a 4,25%.
slb/pg
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