RIO - O valor real da folha de pagamento da indústria nacional apurou incremento de 0,2% em junho, invertendo a direção apurada um mês antes, de baixa de 0,7%. O resultado leva em conta ajuste sazonal. Na comparação com junho de 2006, houve elevação de 4,6%, mesma taxa registrada na primeira parte deste ano. Em 12 meses, verificou-se acréscimo de 3,2%.
Os números foram apresentados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) na Pesquisa Industrial Mensal de Empregos e Salários (PIMES).
Pelo levantamento, tendo em vista a comparação junho com igual intervalo de 2006, todos os locais avaliados viram taxas positivas, especialmente São Paulo (3,3%), em razão de produtos químicos (19,2%), meios de transporte (5,4%) e metalurgia básica (12,3%).
O IBGE fez menção ainda ao caso do Rio de Janeiro, onde a folha de pagamento real subiu 10,2% em junho ante mesmo mês do calendário antecedente, em função dos ganhos salariais na indústria extrativa (43,7%) e na metalurgia básica (18,4%). Também foram citados região Norte e Centro-Oeste (8,4%), devido a alimentos e bebidas (18,5%) e meios de transporte (31,5%), e Rio Grande do Sul (6%), por causa de produtos de metal (45,5%) e alimentos e bebidas (12,6%). Mantendo o confronto do mês deste exercício com o anterior, 12 dos 18 segmentos industriais analisados no país anotaram elevação real na folha de pagamento, sendo que as maiores influências positivas foram provenientes de produtos químicos (14,5%), alimentos e bebidas (6,2%), indústria extrativa (19,0%) e meios de transporte (4,9%). Em sentido inverso, pressionando negativamente, figuraram papel e gráfica (-5,2%), borracha e plástico (-3,7%) e madeira (-8,9%).
Quanto ao número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, houve decréscimo de 0,2% ante maio, na série livre de efeitos sazonais, depois de dois meses de crescimento. Frente a junho de 2006, viu-se, contudo, acréscimo de 1,5%. No primeiro semestre deste exercício, o avanço foi de 1,3%.
(Valor Online)