Pequim, 12 ago (EFE).- A indústria pesada chinesa consumiu mais energia no primeiro semestre de 2007 do que nos primeiros seis meses do ano anterior, o que atrapalha o país na busca por seu objetivo de economia energética, informou hoje a agência oficial de notícias "Xinhua".
Segundo dados do Conselho de Eletricidade da China, a indústria secundária foi responsável por até 83,83% do aumento total do consumo energético do país, com um crescimento de consumo na indústria pesada de 18,84% durante os primeiros seis meses do ano.
O consumo energético em todo o país alcançou os 1,5 trilhão de quilowatts entre janeiro e julho, 15,56% a mais que no mesmo período de 2006.
Este crescimento, 2,67 pontos percentuais acima dos primeiros seis meses do ano passado, é atribuído principalmente ao consumo energético da indústria secundária, que foi 3,9% mais alto.
O gigante asiático tenta atualmente controlar o desenfreado crescimento de indústrias de alto consumo energético e os setores poluentes com uma série de políticas e restrições.
Sob o plano qüinqüenal 2006-2010, a China decidiu cortar a despesa energética por unidade de Produto Interno Bruto (PIB) em 20% (4% por ano), mas o consumo só caiu 1,23% em 2006.
No primeiro semestre de 2007, no entanto, o consumo energético por unidade de PIB diminuiu 2,78%, embora o objetivo inicial continue sendo um grande desafio para o país.
Os seis setores de maior consumo energético e mais poluentes (indústrias do ferro e aço, materiais de construção e produtos químicos, entre outros) cresceram 20,1% nos primeiros seis meses de 2007, 3,6% a mais que no mesmo período de 2006.
Estes setores representam praticamente 70% do consumo energético e das emissões de dióxido de sulfureto de todo o setor industrial.
EFE st mh