10/08 - 21:11 - Redação
SÃO PAULO - A Procuradoria Federal Especializada (PFE) junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) conseguiu na Justiça bloquear operações irregulares de vendas de ações da Suzano Petroquímica, compradas por dois investidores antes da empresa ser vendida à Petrobras. Com a transação, eles lucraram R$ 1,5 milhão. A ação foi proposta em parceria com o Ministério Público Federal (MPF).
Segundo a assessoria da Advocacia Geral da União (AGU), o negócio está sendo investigado pela CVM sob suspeita de vazamento de informações privilegiadas no processo de venda do controle da petroquímica.
A PFE argumentou que um dos investidores comprou ações da Suzano na manhã do dia 3 deste mês, mesmo dia do anúncio da venda da empresa à Petrobras, e comercializou os papéis após a negociação. O outro adquiriu ações da empresa no dia 23 de julho e também alienou todas elas no dia 3 de agosto, após a compra da Suzano.
A decisão foi concedida à Procuradoria e ao MPF pela 23ª Vara Federal do Rio de Janeiro e destacou que “a informação privilegiada é hipótese que enseja a propositura de ação civil pública como previsto no artigo 1º da Lei 7913/89, cabendo à CVM zelar pelo bom funcionamento, transparência e lealdade nas operações de mercado, sendo certo que a informação privilegiada é prejudicial a todos acionistas”.
A CVM investiga agora todos os negócios com ações da empresa e não descarta a possibilidade de novos bloqueios de operações. Além da investigação administrativa, a comissão vai solicitar ao MPF a abertura de uma ação civil pública indenizatória para os acionistas da Suzano nos próximos 30 dias.
A ação movida pela PFE e pelo MPF corre em segredo de Justiça e os nomes dos investidores não serão revelados pela CVM até o final das investigações.
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