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Ericsson inicia produção de equipamentos para redes 3G à espera de demanda antecipada de operadoras

10/08 - 16:26 - Valor Online



SÃO PAULO - A Ericsson já está se preparando para atender à demanda das operadoras por sistemas e redes de transmissão celular de terceira geração (3G), mesmo antes do leilão dessas freqüências, que deverá ser realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) até dezembro. Para isso, já deu início à produção de equipamentos para essas redes em sua fábrica no país.

Atualmente, apenas a Telemig Celular já tem testes no uso da tecnologia, em Belo Horizonte, utilizando equipamentos da Ericsson.

Já identificamos o desejo de outras operadoras de implantar a tecnologia antes mesmo do leilão, disse ao Valor Online o vice-presidente da empresa, Carlos Duprat. Segundo ele, algumas operadoras já procuraram a Ericsson interessadas em se antecipar ao leilão e iniciar operações com redes 3G. Ele, porém, não quis identificar quais seriam essas empresas ou em que regiões atuariam. Para Duprat, acordos como esse com a Telemig podem sair, mesmo sem a distribuição das freqüências pela Anatel.

De acordo com o executivo, a empresa já começou a produzir os equipamentos para redes 3G no Brasil em sua fábrica em São José dos Campos. Com um investimento de US$ 5 milhões, a expectativa é produzir 2.000 unidades para implantação de redes 3G até o final deste ano. Por conta do tamanho da companhia, o investimento é marginal. Mas nossa intenção é utilizar essa capacidade para atender o mercado brasileiro, disse, não descartando, porém, a possibilidade de exportar esses equipamentos.

Ele afirma que a demanda no Brasil ainda não é muito nítida, por conta da indecisão do governo quanto ao leilão. De acordo com a Anatel, a previsão é de que a distribuição das linhas de acordo com as propostas das operadoras ocorra entre o fim de novembro e início de dezembro.

Ainda assim, com as regras para o leilão já divulgadas, as companhias começaram a avaliar o risco do investimento e suas chances de vencer a concorrência nas regiões que têm interesse. Assim, muitas, diz Duprat, podem considerar que o risco de perderem é muito baixo e se antecipam ao leilão, já implantando suas redes.

(José Sergio Osse | Valor Online)


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