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Eficácia energética industrial pode reduzir em até 32% emissões de CO2

25/06 - 16:11 - EFE

Paris, 25 jun (EFE).- Se as medidas de eficácia provadas na indústria mundial fossem aplicadas, isso permitiria reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) entre 19% e 32%, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

Isso significaria diminuir entre 7,4% e 12,4% o total de emissões no mundo, afirma a AIE, em um estudo publicado hoje sobre o potencial dos dispositivos de eficiência energética conhecidos. O CO2 é o principal gás causador do efeito estufa.

A indústria mundial representa 36% das emissões deste gás, e entre 1971 e 2004, o consumo de energia aumentou 61%, principalmente em alguns países emergentes importantes, o que aumenta ainda mais a quantidade de CO2 lançada à atmosfera.

Somente a China representou cerca de 80% do aumento no consumo de energia pelas indústrias nos últimos 25 anos. Isto de deve ao fato de que o país se transformou no maior produtor de diversas mercadorias industriais que requerem muita energia, como o alumínio, o amoníaco, o cimento e o aço.

Por setores, a química e a petroquímica dobraram suas despesas com energia entre 1971 e 2004. Já no mercado do ferro e do aço o volume de consumo se manteve estável nesse período.

Dentre os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), os que têm uma indústria mais eficiente em termos energéticos são o Japão e a Coréia do Sul, na frente dos europeus e, sobretudo, dos Estados Unidos, do Canadá e do México.

Em termos de eficiência, boa parte das diferenças entre as indústrias ou entre os países se deve à idade das unidades de produção - as mais modernas consomem e poluem menos.

Porém, a rápida expansão industrial dos países em desenvolvimento anulou os lucros em termos de eficiência apresentados pelas inovações.

A esse respeito, o diretor-executivo da AIE, Claude Mandil, afirmou que conseguir eficiência energética na indústria pode ajudar os países desenvolvidos em seu crescimento econômico, além de contribuir para uma redução significativa na emissão de gases de efeito estufa.

O estudo da AIE, sobre a eficiência energética e as emissões de CO2, é parte da resposta da organização ao pedido feito pelo Grupo dos Oito (G8 - Sete países mais industrializados do mundo e a Rússia), no sentido de contribuir com o plano de ação destes países frente ao aquecimento global. EFE ac is/ma


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