21/06 - 09:35, atualizada às 12:01 21/06 - Redação
O número de pessoas desocupadas no Brasil no mês de maio ficou estável pelo terceiro mês seguido, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa de desocupação dos brasileiros permaneceu em 10,1%, mesmo valor de abril e março de 2007, e o rendimento médio real foi de R$ 1.120,30, sem variação significativa em relação a abril.
Apesar de estável, a taxa de 10,1% permanece como a maior de 2007: em fevereiro, ela era de 9,9%, contra 9,3% em janeiro.
A população desocupada (2,3 milhões) ficou estável na comparação com abril e com maio de 2006. A população ocupada (20,5 milhões) não se alterou em relação a abril, mas cresceu 2,7% (548 mil pessoas) em relação a maio do ano passado.
No âmbito regional, em relação a abril, não foi registrada nenhuma movimentação nesta estimativa. Há diferença, no entanto, no confronto com maio de 2006: houve queda em Recife (-19,0%) e elevação em Salvador (17,5%).
Entre os desocupados, segundo o IBGE, 55,5% eram mulheres, 8,0% tinham de 15 a 17 anos, 38,2% tinham de 18 a 24 anos, 46,9% de 25 a 49 anos e 6,2%, 50 anos ou mais.
População ocupada
A massa de rendimento real efetivo da população ocupada foi estimada em R$ 22,7 bilhões, com alta de 0,9% em relação a março e de 5,6% contra abril de 2006. Já o rendimento domiciliar per capita (R$ 697,40) ficou estável em relação a abril e subiu 4,1% comparado a maio do ano passado.
De acordo com as regiões do Brasil, em relação a abril de 2007, houve aumento da ocupação na Região Metropolitana de Salvador (2,2%). Na comparação anual, houve altas em Salvador (7,5%), Belo Horizonte (2,9%) e São Paulo (3,1%).
O perfil da população ocupada é diferente da desocupada, segundo a pesquisa mensal do IBGE. Os homens representavam 55,7% da população ocupada, contra 44,3% de mulheres. A população de 25 a 49 anos representava 63,4% dos ocupados, e 53,8% destes tinham 11 anos ou mais de estudo.
Leia mais sobre: desemprego
Publicidade
Caged: geração de emprego formal no País recua 17,73% em julho
