Washington, 15 jun (EFE).- A economia dos Estados Unidos mantém um ritmo de crescimento lento, indicam as últimas informações da inflação, do déficit por conta corrente e da produção industrial divulgadas hoje.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos EUA subiu 0,7% em maio, o maior aumento registrado desde a passagem do furacão Katrina, em agosto de 2005, e o segundo mais alto em 16 anos.
A produção industrial manteve em maio o mesmo nível de abril, enquanto o núcleo da inflação foi de 0,1%, informou o Federal Reserve (Fed, banco central americano).
Outro indicador, o déficit por conta corrente, cresceu 2,5% no primeiro trimestre do ano, um avanço de US$ 5 bilhões que esteve abaixo da expectativa dos analistas.
Entretanto, apesar de a inflação ao nível dos consumidores ter sido notável, o núcleo da inflação que exclui preços de alimentos e energia, foi de apenas 0,1% no mês passado.
Em abril, o IPC tinha aumentado 0,4%, e o núcleo da inflação tinha sido de 0,2%.
O relatório pode aliviar as preocupações do Fed de que os aumentos de custos de energia e alimentos levem ao crescimento dos preços em outras áreas da economia às vésperas da reunião do Comitê de Mercado Aberto, que regula a política monetária e que acontecerá nos dias 27 e 28 de junho.
Durante um ano o banco central americano manteve a taxa básica de juros em 5,25% para conseguir um equilíbrio que contenha a inflação sem frear o crescimento da economia.
O IPC aumentou 2,7% desde maio de 2006, enquanto o núcleo da inflação foi de 2,2% em um ano.
Um relatório do Governo na última quinta demonstrou que os preços de atacadistas aumentaram 0,9% em maio.
O relatório de hoje mostra que os preços da energia subiram 5,4% em maio após um aumento de 2,4% em abril.
No mês passado, os preços da gasolina saltaram 11%.
Já os preços dos alimentos, que representam quase um quinto do IPC, cresceram 0,3% em maio após um aumento de 0,4% em abril.
E os custos da moradia, que incluem alguns de energia e que representam quase um terço do total do IPC, avançaram 0,2% .
O Fed também informou que a produção de fábricas, minas e instalações de serviços públicos não teve mudanças em maio em comparação a abril.
A produção industrial cresceu 1,6% em um ano, e em maio o uso da capacidade instalada foi de 81,3% .
Em abril a produção industrial aumentou 0,4% e o uso da capacidade foi de 81,5%.
Em parte, a parcimônia da produção industrial no mês passado é produto do clima temperado reduzir a demanda de eletricidade e os fabricantes de veículos automotores e maquinarias diminuírem seus trabalhos.
A produção das fábricas, que representa quase 80% da produção industrial, subiu 0,1% em maio após um aumento de 0,2% em abril, diz o relatório do Fed.
A produção das usinas de serviços públicos diminuiu 1,3% em maio após o aumento de 3,4% em abril.
A produção das minas, que inclui a perfuração petrolífera, subiu em maio 0,5% após uma queda de 0,6% em abril.
O Departamento de Comércio completou o menu de indicadores para preocupação dos mercados com o informe de que o déficit por conta corrente dos Estados Unidos tenha aumentado 2,5% entre janeiro e março, alcançando US$ 192,6 bilhões.
No primeiro trimestre deste ano o déficit por conta corrente foi o equivalente a 5,7% do Produto Interno Bruto (PIB), em comparação ao 6,6% do PIB entre janeiro e março de 2006, quando o déficit foi de US$ 213,8 bilhões.
O aumento de cerca de US$ 5 bilhões no trimestre esteve abaixo das expectativas dos analistas, que tinham calculado que o desequilíbrio na conta corrente chegaria a US$ 200 bilhões. EFE jab fal