11/06 - 10:12 - Valor Online
SÃO PAULO - A abertura de capital do Banco Cruzeiro do Sul finalmente está chegando à reta final. Depois de suspender a oferta por causa de questões contábeis, o banco marcou sua estréia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para o dia 26 de junho. A operação pode movimentar até R$ 850 milhões. O Paraná Banco também conclui esta semana sua operação de venda de ações.
O Cruzeiro do Sul anunciou na sexta-feira que pretende vender 36,1 milhões de ações no mercado. Deste total, 27,7 milhões serão papéis novos e o dinheiro será usado para capitalizar o banco, focado em empréstimos com desconto em folha de pagamento. O restante virá da venda de papéis em poder dos sócios. Além disso, caso haja boa demanda, o banco pode vender mais 5,4 milhões de ações em um lote suplementar e mais outras 7,2 milhões em lote extra. Ou seja, no cenário mais otimista, pode colocar no mercado 49 milhões de ações. O intervalo de preço sugerido para a venda dos papéis varia de R$ 13,50 a R$ 17,50. Do total de ações, até 20% foi destinado para o varejo, com aplicação inicial de R$ 3 mil. Quem estiver interessado, deve se apressar, pois o período de reserva dos papéis começou sexta-feira, dia 15, e termina dia 20. No dia seguinte será fixado o preço de venda de cada ação. Exemplos recentes de outros bancos médios que abriram o capital mostram que o preço tem ficado no piso do intervalo sugerido. A suspensão da oferta do banco ocorreu por causa de diferenças nos critérios da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central na apuração do patrimônio líquido e alavancagem dos bancos. A CVM tem critérios próprios para a contabilização da venda de carteiras de crédito nos balanços. As cessões de carteiras são muito comuns nos bancos médios que operam com o consignado. O banco resolveu publicar dois balanços, com critérios do BC e da CVM. O Cruzeiro do Sul também fez dois aumentos de capital para suportar o crescimento de sua carteira nos últimos meses. Um de R$ 75 milhões em dezembro de 2006 e outro de R$ 150 milhões em março, ambos com recursos do UBS Pactual, o coordenador líder da abertura de capital. Com isso, o patrimônio chegou a R$ 400 milhões. Ainda entre os bancos médios, o Pine, o primeiro a abrir o capital na Bovespa, anunciou que contratou a corretora do Credit Suisse para ser formador de mercado de suas ações e aumentar a liquidez dos papéis. Além do Cruzeiro do Sul e do Paraná, outros seis bancos estão na fila para abrir o capital. (Altamiro Silva Júnior | Valor Econômico)
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