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Wall Street registra perdas com alta no custo da mão-de-obra nos EUA

06/06 - 12:08 - Valor Online

SÃO PAULO - As principais bolsas nos Estados Unidos operam no vermelho nesta quarta-feira, pressionadas pela reação negativa dos investidores a um aumento acima do esperado no custo da mão-de-obra - que reforçou a atenção dos agentes sobre a inflação naquele país. Declarações de um dirigente regional do Federal Reserve (Fed) e do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, no que diz respeito ao comportamento dos preços também influenciavam o clima mais pessimista em Wall Street.

Minutos atrás, o indicador Dow Jones Industrial Average cedia 0,72%, aos 13.498,10 pontos. O índice Standard & Poor´s 500 perdia 0,75%, aos 1.519,45 pontos. O eletrônico Nasdaq Composite recuava 0,82%, aos 2.589,94 pontos. O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou hoje que a produtividade no setor não-agrícola daquele país aumentou a uma taxa anual de 1% no primeiro trimestre. Inicialmente, o governo americano havia calculado um crescimento de 1,7%. A expansão também ficou abaixo das projeções do mercado, de alta de 1,1%. Os custos unitários da mão-de-obra foram revistos de um incremento anualizado de 0,6% para 1,8% entre janeiro e março deste exercício. Muitos analistas esperavam elevação de 1,3%.

A indicação de potencial pressão nos preços somou-se a declarações menos positivas do presidente do Fed de Richmond, Jaffrey Lacker, em relação ao comportamento da inflação nos Estados Unidos. Ainda não apareceu uma tendência de moderação significativa estatisticamente, notou o dirigente em seu discurso feito hoje, em Maryland. Na Europa, a revisão para cima da projeção de inflação na zona do euro pelo BCE ajudava no viés mais apreensivo. A autoridade monetária européia estima que o índice de preços ao consumidor suba de 1,8% a 2,2% em vez de 1,5% a 2,1% como previu três meses atrás. O BCE elevou hoje o juro da região de 3,75% para 4% ao ano, buscando restringir as expectativas de inflação. De acordo com Trichet, a decisão irá assegurar que a perspectiva para a inflação fique solidamente ancorada.

O tom mais preocupado com os preços reforçou o clima negativo instaurado ontem pelo discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, que voltou a sublinhar a preocupação da instituição com a inflação nos EUA.

(Valor Online, com agências internacionais)


 
 

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