iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Brasil Telecom quer entrar no mercado de distribuição de TV por assinatura

04/06 - 13:21 - Redação

Durante o painel “Redes e Serviços Convergentes para o Brasil Digital”, que aconteceu no último sábado no Painel Tele Brasil, na Costa do Sauípe (BA), o presidente da Brasil Telecom, Ricardo Knoepfelmacher, falou sobre a assimetria regulatória, que inibe a distribuição de TV por assinatura. A participação de Ricardo K. no evento do teve como proposta mostrar a posição da operadora em relação à convergência.

“Essa inibição está na contramão do que ocorre no mundo. Mais de 200 operadoras de telecom já oferecem TV por assinatura”, disse Knoepfelmacher. “A regulamentação brasileira deve contribuir para aumentar o leque de serviços e estimular a competição entre as empresas”. Segundo ele, em vez de ter a regulamentação de TV a cabo focada na tecnologia, é preciso estabelecer normas ligadas aos serviços que podem beneficiar os usuários a receber informações por diferentes canais e assim alcançar a convergência em seu sentido pleno.

Para o executivo, os limites e as diferenças existentes entre as diversas indústrias tendem a desaparecer para permitir o surgimento de uma indústria totalmente convergente. “No Brasil, não há isonomia na oferta, por exemplo, do triple play”, explicou. “Na prática, as operadoras de telecom são penalizadas porque não podem utilizar sua estrutura de banda larga nas cidades não atendidas pelas empresas de TV por assinatura, que operam via cabo”. A Brasil Telecom, em sua área de atuação, está presente em aproximadamente dois mil municípios com serviços ADSL, número infinitamente superior aos municípios atendidos pelas operadoras de TV a cabo. “Por que privar os clientes de receber conteúdo por meio da rede da BrT?”, indagou Ricardo K.

Distribuição e Produção de Conteúdo

O foco das prestadoras de serviços de telecomunicações, porém, não é a produção de conteúdo, mas a sua distribuição. “Essa distribuição de conteúdo deve ser vista como uma oportunidade de geração de receita não só para as teles”, explicou Ricardo K. Para Knoepfelmacher, os provedores de serviços de telecom farão a distribuição do conteúdo de acordo com a lei, não importa a tecnologia utilizada (IPTV, internet, DTH, TV a cabo, MMDS, etc).

Outro ponto abordado por Knoepfelmacher em sua apresentação foi a criação do “Brasil Digital”. De acordo com o executivo, em muitos países a inclusão digital, fomentada pelos governos, tornou-se um instrumento importante de alavancagem econômica e social. “Os países que elaboraram um plano de longo prazo, com ações bem focadas, alcançaram elevada densidade de banda larga”, disse. Em sua opinião, para isso acontecer no Brasil, será preciso um plano de ação envolvendo governo (definição de políticas públicas), concessionárias (ampliação da infra-estrutura existente), fornecedores (fabricação de equipamentos, cabos e computadores de baixo custo), prestadores de serviços e conteúdos (desenvolvimento de aplicativos, como serviços bancários) e financiadores (financiamentos com custos reduzidos, FUST, etc.).

“Temos consciência do papel social que as companhias podem prestar à sociedade a partir da disseminação de conteúdo de qualidade com peculiaridades regionais e de interesse nacional”, concluiu Ricardo K. “O fato é que a população não deve ser privada de experimentar outras formas de recepção de conteúdo com informação e entretenimento”.



US Multimídia


Publicidade


Enquete