Buenos Aires, 3 jun (EFE).- A Argentina registrou nos primeiros cinco meses do ano um déficit comercial com o Brasil de US$ 1,267 bilhão, 15,3% a menos em relação ao mesmo período de 2006, indicou um estudo divulgado hoje.
Segundo o relatório da empresa de consultoria Abeceb, as exportações argentinas ao Brasil alcançaram em maio os US$ 848 milhões, 33,1% a mais do que no mesmo período de 2006 e 15,8% acima que em abril do ano passado.
A empresa de consultoria destacou que se acentua a "tendência crescente" das exportações ao Brasil, o que é refletido na baixa do déficit comercial argentino com esse país.
As vendas da Argentina ao Brasil entre janeiro e maio chegaram aos US$ 3,863 bilhões, com um aumento anualizado de 35,2%.
Com isso, a Argentina aparece como o terceiro maior fornecedor do Brasil, depois de China e Estados Unidos, apontou a Abeceb.
As compras argentinas do Brasil chegaram em maio a US$ 1,195 bilhão, o que representa um aumento de 21,6% em relação ao mesmo mês de 2006 e 11,8% a mais do que em abril, precisou.
Entre janeiro e maio deste ano, as importações subiram para US$ 5,130 bilhões, 17,8% acima do mesmo período do ano passado.
O relatório ressalta que a Argentina está há 48 meses consecutivos com resultados negativos na balança comercial com seu principal parceiro do Mercosul, bloco também formado por Paraguai, Uruguai e Venezuela.
Além disso, a empresa de consultoria advertiu que continua sendo observado no intercâmbio bilateral dos últimos meses "um fenômeno de desaceleração" das compras ao Brasil.
Entre os principais produtos argentinos exportados ao mercado brasileiro se destacam o trigo, os automóveis e as autopeças.
Os produtos brasileiros que a Argentina mais importa também são automotores, além de telefones celulares, "combustível derivado do petróleo" e minério de ferro. EFE ms mh