30/05 - 14:56 - AFP
O Banco Mundial (Bird), que deve passar a ser presidido pelo Robert Zoellick em breve, é considerado a ponta de lança da luta contra a pobreza no mundo, mas seus críticos vêm denunciando seu peso administrativo.
Criado em 1944 como Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Bird), a instituição tem como primeiro objetivo reduzir a pobreza no mundo onde quase um bilhão de pessoas ganham menos de um dólar por dia.
Ano passado, o Banco Mundial forneceu 23,6 bilhões de dólares para 279 projetos empreendidos em escala mundial.
Os créditos distribuídos pela Associação internacional do desenvolvimento (IDA), aprovados pelos 24 membros do conselho de administração que representam 185 Estados membros da instituição, são reembolsáveis em 30 ou 40 anos, com um período de carência de 10 anos e sem juros.
Desde sua criação em 1960, a IDA aprovou 161 bilhões de dólares em créditos e doações, ao ritmo de 7 a 9 bilhões de dólares nos últimos anos, a metade dos quais para a África.
Os fundos da IDA vêem dos 40 Estados membros mais ricos que contribuem a cada quatro anos. Para o período 2005-2008, a IDA tem 33 bilhões de dólares e as negociações acabam de ser iniciadas pelos fundos e devem cobrir o período 2008-2011.
Além disso, cerca de 11 bilhões de dólares em empréstimos foram concedidos em média a cada ano a países em desenvolvimento menos pobres, a uma taxa de juros preferencial e períodos de reembolso entre 15 e 20 anos.
O restante dos fundos necessários para financiar projetos de desenvolvimento em setores essenciais como a saúde, a educação ou a infra-estrutura de base, é emprestado nos mercados financeiros mundiais no montante de 13 bilhões de dólares. Mas neste caso também as condições de financiamento são "calculadas sobre medida para ajudar os países em desenvolvimento".
Em associação com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco lançou uma iniciativa em favor do alívio da dívida dos países mais pobres, para não afetar as áreas de saúde e educação, em quantias que deveriam ser usadas no pagamento da dívida do Estado.
Através de agências internacionais e parceiros, o Banco favorece assim o setor privado nos países pobres.
O Banco é regularmente o alvo dos movimentos contra a globalização que o acusam de endividar os países mais pobres emprestando-lhes dinheiro, em vez de lhes dar. O banco é acusado também de não levar em conta o impacto de seus projetos sobre o meio ambiente.
O banco acaba de enfrentar vários meses de crise, que terminaram com a demissão de seu presidente, o americano Paul Wolfowitz. Ele foi acusado de nepotismo por promover sua namorada, também funcionária do banco.
bur-jld/lm
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