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OCDE: PIB dos EUA deve crescer 2,1% e juro pode subir

29/05 - 19:39 - Agência Estado

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê que o PIB dos EUA vai crescer 2,1% em 2007 e 2,5% em 2008. Para a organização, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) poderá ter que voltar a elevar as taxas de juro para conter a inflação.

"No momento, porém, parece apropriado manter a política inalterada, até emergir um cenário mais claro sobre a produção e a inflação", diz o relatório.

De acordo com a OCDE, os ganhos de produtividade nos EUA, que superaram os dos demais países industrializados por mais de uma década, já não estão superando a queda da participação da força de trabalho, à medida que a geração do "baby boom" (imediatamente posterior à II Guerra Mundial) está se aposentando. Isso está puxando para baixo a taxa de crescimento que a economia norte-americana pode alcançar sem atingir gargalos de capacidade e gerar inflação.

O texto acrescenta que os EUA deveriam eliminar ineficiências criadas por políticas governamentais, como os subsídios agrícolas e as isenções de impostos na aquisição da casa própria, que têm beneficiado principalmente as camadas de renda mais alta e têm encorajado investimentos exagerados no setor imobiliário.

O relatório diz ainda que o governo dos EUA precisa encorajar as pessoas a trabalhar, melhorando a qualidade da educação e o acesso a ela. Os EUA também precisam reduzir os incentivos para que as pessoas não trabalhem, tornando o programa de seguro para incapacitados menos generoso e elevando a idade mínima para qualificação para pensão integral.

Sobre educação, a OCDE reconhece que as universidades norte-americanas oferecem, em geral, um ensino de qualidade superior às de outros países, mas ressalva que tornar a educação superior ao alcance de um número maior de pessoas seria uma maneira simples de preparar melhor a força de trabalho. Isso exigiria mudanças na maneira como o governo contribui para financiar o ensino superior, à medida que o custo é uma das principais razões para que um número maior de pessoas não procurem as universidades norte-americanas. As informações são da Dow Jones.


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