SÃO PAULO - O pregão de juros da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) registra valorização na maioria das taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) nesta terça-feira. Na falta de dados locais relevantes, o mercado de juros futuros acompanha os acontecimentos externos, enquanto aguarda pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), na próxima semana. O enfraquecimento do humor no quadro internacional abria espaço para ajuste de altas nas taxas neste início de tarde, após uma manhã de pouca oscilação.
Às 13h10, o contrato de DI para julho cedia 0,02 ponto, a 12,08% anuais. A taxa para janeiro de 2008 subia 0,01 ponto, a 11,36% ao ano. O vencimento de julho do próximo ano registrava 10,95% anuais, com alta de 0,03 ponto. Janeiro de 2009 avançava 0,03 ponto, a 10,64% ao ano. O DI para janeiro de 2010 tinha acréscimo de 0,04 ponto, a 10,35% anuais.
O mercado está parado, em ritmo de espera pelo Copom, observou o gerente de renda fixa do Banco Prosper, Carlos Cintra. Nos dias 5 e 6, o colegiado do BC estará reunido para decidir sobre o rumo da taxa Selic, atualmente em 12,50% ao ano. A aposta majoritária é no corte de 0,50 ponto - tanto que já está no preço, mas há dúvidas sobre a quantidade e o ritmo de cortes nas reuniões seguintes e o placar de votação desta decisão, complementou o gestor da Ático Asset Management, Renato Szklo.
Além disso, citou o gestor, esta semana é repleta de informações sobre a economia norte-americana. Isso trava os negócios, justificou. Amanhã, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) divulga a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), quando o juro naquele país foi mantido em 5,25% ao ano. No dia seguinte, será a vez da segunda prévia sobre o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano no primeiro trimestre, entre outros dados.
Na sexta-feira, o governo norte-americano informa o índice de inflação nos gastos com consumo de abril, que, em inglês, tem a sigla PCE (Personal Consumption Expenditure). É o indicador de preços no varejo preferido pelo Fed. Além disso, os investidores conhecem informações do mercado de trabalho daquele país em maio, com destaque para a geração de vagas, taxa de desemprego e custos trabalhistas.
Em Nova York, após uma abertura mais positiva, os principais índices acionários perderam o fôlego e oscilavam próximo da estabilidade, o que respingava nas operações domésticas. O indicador acionário norte-americano Dow Jones operava estável, enquanto o índice S & P 500 ganhava 0,10%, há pouco. No mercado brasileiro, o Ibovespa cedia 0,68% e dólar aumentava 0,10% frente ao real.
(Paula Laier | Valor Online)