25/05 - 09:04, atualizada às 12:55 25/05 - Redação com agências
SÃO PAULO - Entre 1940 e 2000, a diversidade étnica no Brasil aumentou. É o que revela a pesquisa "Tendências Demográficas: Uma Análise da População com Base nos Resultados dos Censos Demográficos", do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira.
A miscigenação aumentou, refletida pela alta da quantidade de pessoas que se declaram pardas. Este número subiu de 21,2% em 1940 para 38,5% em 2000. O fim da imigração européia no século 20 levou o número de brasileiros natos a subir de 96,6% para 99,6%. Seus filhos, hoje são os inúmeros descendentes de alemães, italianos, portugueses e japonses que vieram para o Sul e o Sudeste do País.
Educação
O analfabetismo caiu vertiginosamente. O país conseguiu reduzir em cinco vezes a taxa de analfabetismo, que caiu de 56,8% para 12,1%. A taxa de escolarização, entre crianças de 7 a 14 anos, aumentou de 30,6% para 94,5%.
Casamento
O percentual de casados cresceu de 42,2% para 49,5%.Em 1940, havia equilíbrio entre o número de homens e mulheres (20,6 milhões); em 2000, o contingente feminino (86 milhões) ultrapassou o masculino (83,6 milhões). Ao analisar as razões de sexo, segundo as Grandes Regiões, observou-se que a região Nordeste foi a única que registrou predomínio feminino em 1940, provavelmente em razão da emigração masculina.
Religião
Quanto à religião, nesses 60 anos, os evangélicos cresceram de 2,6% para 15,4% da população.
Urbanização
Nestes 60 anos, a população brasileira se tornou urbana. A taxa de urbanização subiu de 31,3% para 81,2%. Com o êxodo rural, a atividade agropecuária, que ocupava 32,6% da população economicamente ativa, hoje mobiliza 17,9%.
Brasil mais velho
A população envelheceu. Em 1940, as pessoas cuja idade variava de 15 a 59 anos formavam 53%. No ano 2000 este número subiu para 61,8%.
Expansão populacional
A região do País que registrou o maior crescimento populacional foi a Centro-Oeste.
Em 60 anos, a densidade demográfica saltou de 4,8 hab/km2 para 19,9 hab/km2 no País. Entre as cinco regiões, a Centro-Oeste (de 0,7 para 7,2 hab/km2) apresentou crescimento duas vezes e meia maior que a média nacional. A densidade demográfica da região Norte dobrou (de 0,4 para 3,4 hab/km2.
Na região Sudeste, o Rio de Janeiro, com 82 hab/km2 (1940) e 328 hab/km2 (2000), e São Paulo, com 28 hab/km2 (1940) e 149 hab/km2 (2000), apresentam as maiores densidades do país. O Estado de Alagoas, tanto em 1940 quanto em 2000, manteve a terceira posição no ranking nacional com 34 hab/km2 (1940) e 101 hab/km2 (2000).
Contudo, foram os estados da região Norte que revelaram o maior crescimento, especialmente Rondônia e Roraima, que em 1940 não atingiam 1 hab/km2 e passaram em 2000, para 5 hab/km2 e aproximadamente 2 hab/km2 , respectivamente.
Entre 1940/2000, as maiores taxas de crescimento anuais ocorreram nas regiões Centro-Oeste e Norte (4,1% e 3,6%). Na ótica estadual, as maiores taxas de crescimento registradas foram em Rondônia (8,0%) e Roraima (6,0%), áreas favorecidas por incrementos demográficos da expansão da fronteira agrícola a partir da década de 1970. Já as menores foram observadas nos estados da Paraíba (1,5%) e Minas Gerais (1,7%), em geral, associadas a saldos migratórios negativos.
População quadruplica
A população do Brasil aumentou, entre 1940 e 2000, quatro vezes, passando de 41,2 milhões para 169,8 milhões de habitantes. Na década de 40, os cinco estados mais populosos do Brasil eram São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em 2000, a Bahia trocou de posição com o Rio de Janeiro. Em 1940, o município do Rio de Janeiro destacava-se como o de maior população, seguido dos municípios de São Paulo, Recife, Salvador e Porto Alegre.
Em 2000, São Paulo era o mais populoso, concentrando 6,1% do efetivo populacional do país.
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