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Governo chinês descarta intervenção direta nas bolsas de valores

22/05 - 04:10 - EFE

Xangai, 22 mai (EFE).- A China não tem planos de interferir diretamente em suas duas bolsas de valores, Xangai e Shenzhen, apesar da preocupação com a possibilidade de explosão de uma bolha da bolsa, alimentada pelos investidores nos últimos meses, informa hoje o jornal "Securities Times".

Segundo Fan, um conselheiro do Banco Popular da China (central), Pequim não tem a intenção de intervir nas bolsas. A possibilidade vinha sendo levantada por alguns analistas, prevendo um cenário em que o Governo poderia tomar medidas mais estritas para conter o investimento e a especulação.

Fan afirmou que as recentes medidas do banco central, que anunciou na sexta-feira a liberalização do iuane, a alta das taxas de juros e o aumento do depósito compulsório nos bancos, pretendem reduzir o excesso de liquidez na economia chinesa, não apenas nas bolsas de valores.

"Não haverá nenhuma intervenção na Bolsa", garantiu, acrescentando que os investidores devem correr seus próprios riscos, já que "o mercado está amadurecendo, e o Governo também".

Após as medidas da sexta-feira, as duas bolsas de valores chinesas reagiram ontem com uma queda inicial, mas em seguida os investidores interpretaram a ocasião como uma boa oportunidade para comprar. Assim, Xangai e Shenzhen fecharam em alta, o que aumentou as especulações sobre a possibilidade de novas medidas. EFE jad mf


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