SÃO PAULO - O acordo de compartilhamento de vôos da companhia aérea TAM com a americana United Airlines, anunciado oficialmente hoje, deve gerar à empresa brasileira receita de US$ 35 milhões por ano.
O valor é 25% superior ao que a TAM obtinha na parceria mantida anteriormente com a American Airlines, que foi desfeita este mês justamente para viabilizar o acordo com a United. O número de passageiros que utilizarão vôos da TAM e da United na mesma viagem deve chegar a 50 mil por ano, conforme estimativas das empresas, o dobro do volume registrado com a American.
A troca de parceira americana se deve a uma razão muito simples, que é a necessidade de a TAM servir mais mercados, afirmou Marco Antonio Bologna, presidente da aérea brasileira. Pelo acordo de code share, a United oferecerá à TAM sua malha doméstica nos Estados Unidos e os 21 vôos semanais que opera do Brasil para as cidades de Washington e Chicago - lugares para onde a aérea brasileira não voa. A TAM, por sua vez, disponibilizará seus vôos no mercado brasileiro e dentro da América do Sul. A parceria será iniciada até o fim do ano, mas precisa ser submetida à aprovação por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Bologna afirmou que a TAM avalia a criação de vôos para Los Angeles, na costa leste americana. Atualmente, a empresa voa para Miami e Nova York dentro dos Estados Unidos. A United tem forte presença em Los Angeles o que também é um atrativo para a TAM. Bologna afirmou que a aérea brasileira permanece com a estratégia de firmar acordos individuais com companhias aéreas internacionais. Ele negou que a aproximação com a United seja o prenúncio da entrada da TAM na Star Alliance, maior aliança de companhias aéreas do mundo da qual a United faz parte.
(Roberta Campassi | Valor Econômico, para o Valor Online)