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Telefónica acha difícil fusão VIVO/TIM Brasil no médio prazo

17/05 - 11:11 - Reuters

Por Elisabeth O'Leary PARIS (Reuters) - O diretor das operações européias da Telefónica, Peter Erskine, afirmou na quinta-feira que uma fusão entre a Vivo e a TIM Participações (TIM Brasil) é improvável no médio prazo.

A compra pela Telefónica de uma participação indireta de 10 por cento na Telecom Italia --controladora da TIM Brasil-- no mês passado disparou rumores no mercado de que a companhia espanhola poderá usar o acordo para ganhar controle sobre as operações do grupo italiano no Brasil. As especulações rondam o mercado mesmo apesar da sobreposição da presença da Telefônica na Vivo, líder no mercado celular brasileiro, e possíveis problemas regulatórios.

'No médio prazo, cooperação é o caminho correto a seguir...

Eu não vejo possibilidade de uma fusão no médio prazo, apesar que vocês não podem excluir nada', disse Erskine, o presidente-executivo da Telefónica O2 Europe.

'Mas isso é uma parte do motivo do porquê estamos na Telecom Italia ', disse Erskine durante o Reuters Global Technology, Media and Telecoms Summit, realizado em Paris, nesta quinta-feira.

A Telefónica tem repetidamente afirmando que sua primeira opção é tentar comprar a outra metade da Vivo da sócia Portugal Telecom, mas somente 'ao preço adequado'. A Vivo tem atualmente um valor de mercado de 8,47 bilhões de dólares.

'É um bom ativo, está melhorando a performance e nós definitivamente sentimos que podemos tocá-la melhor', disse Erskine. 'Claro, no final haverá oportunidades e sinergias com o ativo italiano (TIM Brasil)', afirmou o executivo.

Erskine disse que as relações da Telefónica com a Portugal Telecom são boas, apesar de fontes próximas das empresas afirmarem que elas estão cada vez mais geladas. A performance da Vivo tem sofrido percalços e executivos da Portugal Telecom expressaram irritação depois que a Telefónica apoiou a oferta de compra da empresa pela rival Sonaecom.

Erskine evitou comentar qualquer expectativa de tempo para um possível acordo sobre a Vivo.

Enquanto isso, a Telefónica afirma que não tem planos para vender sua participação de 10 por cento na Portugal Telecom.

'Eu não creio que há muito nela para a Telefónica, mas tem sido um relacionamento amigável', disse o executivo.

'Claro que no Brasil há sinergias e claro como uma estratégia defensiva, a Telefónica tem uma voz mais forte sobre o que acontecer com aquele ativo (TIM Brasil)', disse Erskine.

(Reportagem adicional Kirstin Ridley)



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