Nova York (EUA), 4 abr (EFE).- Começa hoje o Salão Internacional do Automóvel de Nova York, no qual os fabricantes americanos começarão a apresentar as novidades com que tentarão atrair consumidores, que compram cada vez mais produtos asiáticos.
Detroit está vivendo uma crise. Na terça-feira, os três grandes produtores da indústria de automóveis americana (General Motors, Ford e o Grupo Chrysler) tornaram públicos seus últimos números de vendas, e os resultados não foram bons.
A fatia de mercado dos três fabricantes dos Estados Unidos foi novamente reduzida, por causa dos produtores asiáticos, especialmente os japoneses Toyota, Honda e Nissan.
Desta forma, o Salão de Nova York, que será aberto ao público no dia 6 de abril, vem sendo encarado como algo mais do que simples uma vitrine para carros atrativos, mas que não têm saída comercial a curto prazo.
É o caso da Ford, que deve apresentar o Flex, como um protótipo que só deve chegar de fato às concessionárias em 2008.
O Flex se baseia no Fairlane, lançado pela companhia em 2005. Com ele, a Ford quer voltar a disputar o segmento dos monovolumes, abandonado pela empresa.
A Ford também apresentará em Nova York a caminhonete F-150 Foose Edition 2008, o Ford Expedition Funkmaster Flex Edition e o esportivo Ford Mustang GT500KR 2008. Todos os veículos chegarão às concessionárias nos próximos meses.
Por sua vez, a General Motors chega a Nova York com novidades para todos os gostos: na categoria de veículos de luxo, o Cadillac STS 2008, os Buick Lucerne Super e LaCrosse Super, assim como os Hummer H2 e H3 Alpha; para os interessados em veículos alternativos, a companhia americana apresenta o protótipo Saab BioPower 100, e para os que querem veículos funcionais e pequenos, o Chevrolet Trax.
Com exceção do Trax e do BioPower, todos os modelos estarão nas concessionárias já nos próximos meses.
Essa edição do salão pode ser a última ocasião em que o Grupo Chrysler e a Mercedes estarão em Nova York como uma só empresa.
Hoje, durante a reunião geral de acionistas da DaimlerChrysler, em Berlim, o executivo-chefe da empresa, Dieter Zetsche, confirmou que há várias ofertas para a aquisição da Chrysler.
Com os bons ânimos na Alemanha e os resultados nos EUA, a operação pode ser concluída de forma relativamente rápida.
Em Nova York, a Mercedes apresenta uma nova Classe C, alongada, com a qual a marca alemã pretende defender sua posição frente à força da Série 3 da BMW.
A Jeep, uma das marcas do Grupo Chrysler, decidiu criar uma gigantesca pista de testes para que o público possa andas em seus lendários veículos de tração 4x4, em trechos com água, elevações e toneladas de barro.
Já os fabricantes asiáticos mostrarão certa misericórdia em relação a seus rivais americanos.
Assim como já haviam feito no último Salão Internacional do Automóvel da América do Norte, realizado em Detroit, no começo do ano, Toyota, Honda e Nissan optaram pela modéstia em suas apresentações.
As novidades se limitaram ao Infiniti EX Concept e ao esportivo 350Z Nismo, ambos da Nissan; ao Lexus LX 570, da Toyota, e ao esportivo Honda S2000 CR (Club Racer).
A Toyota assinalou que a terceira geração do LX 570 terá um novo motor V8. O S2000 CR chegará às concessionárias por volta de setembro deste ano, com novo motor e design renovado. EFE crd is/gs