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Apreensão com setor imobiliário volta a pressionar queda em bolsas de Nova York

27/03 - 18:28 - Valor Online

SÃO PAULO - Wall Street encerrou a terça-feira com os principais índices acionários norte-americanos no vermelho

A preocupação com o setor imobiliário voltou a minar o humor dos investidores, após notícias desfavoráveis da construtora Lennar e aumento nos preços dos imóveis de 20 regiões metropolitanas dos Estados Unidos.

A queda na confiança do consumidor naquele país em março foi mais um componente negativo para a sessão.

O indicador Dow Jones caiu 0,58%, aos 12.397,29 pontos.

O índice Standard & Poor´s 500 recuou 0,62%, aos 1.428,61 pontos.

E o eletrônico Nasdaq Composite cedeu 0,74%, aos 2.437,43 pontos.

A apreensão dos investidores nas bolsas em Nova York com o setor imobiliário dos EUA encontrou novas justificativas no noticiário desta sessão.

A Lennar divulgou que a debilidade no setor e os problemas na área de financiamento habitacional de maior risco (subprime) tiveram impacto no seu resultado.

O lucro líquido da empresa caiu para US$ 68,6 milhões nos três meses encerrados em fevereiro, após registrar US$ 258,1 milhões um ano antes.

O diretor executivo da Lennar, Stuart Miller, avisou ainda que, em decorrência do estado do mercado imobiliário, a Lennar não deve alcançar suas metas financeiras estipuladas para este ano e não está confortável em prover novas diretrizes por ora.

"Nossa companhia está focada em administrar essa reviravolta em seu balanço, mantendo ampla liquidez para se posicionar bem para futuras oportunidades", disse.

As ações da Lennar caíram 0,09%, a US$ 44,50 no fechamento, após recuarem a R$ 42,64 na mínima do dia.

Tais informações somaram-se à pesquisa privada S & P/Case-Shiller, que revelou uma queda de 0,2% no preço da moradia em 20 regiões metropolitanas dos Estados Unidos em janeiro na comparação com um ano antes - a primeira baixa em dez anos.

O instituto Conference Board reforçou o clima mais pessimista nos negócios ao divulgar uma queda superior às expectativas também na confiança dos consumidores norte-americanos no mês de março.

O indicador que mede esse sentimento ficou em 107,2 pontos ante os 111,2 do segundo mês deste ano.

Muitos analistas aguardavam recuo, mas menor, para 109.

As operações em Nova York também refletiram alguma cautela ante o discurso que o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, fará amanhã no Congresso dos EUA.

A expectativa é de que o titular da autoridade monetária norte-americana dê sinais sobre o comportamento da economia e como isso pode afetar a trajetória dos juros naquele país.

(Valor Online, com agências internacionais).



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