18/03 - 08:13 - Murilo Murça - Último Segundo/Santafé Idéias
A Caixa Econômica Federal registrou crescimento de 15,25% na demanda por empréstimos na forma de penhor, no primeiro bimestre deste ano em relação ao ano passado. A Caixa destacou R$ 6,5 bilhões para aplicação, em 2007, desse tipo de empréstimo em que o tomador deixa uma jóia ou um bem de valor em garantia ao financiamento.
Para chegar a esses números, a Caixa está expandindo a rede de atendimento para penhor, desde 2004, em regiões de grande demanda e distantes dos postos onde já realiza esse tipo de operação. Dos 310 pontos então existentes, a Caixa encerrou 2006 com 425 postos e pretende atingir a 560 unidades até o final do ano.
Como ocorreu em 2006, a expansão da rede de atendimento do Penhor da Caixa, que começou no segundo semestre de 2004, direcionada as regiões de grande demanda e mais distantes das unidades já existentes.
A Caixa, que tinha na época 310 postos de penhor, inicialmente pretendia atingir, até o final de 2007, 525 pontos de atendimento em todo o País. Em 2006 já eram 425 as que operavam o tradicional produto. O sucesso da estratégia levou a uma revisão desses planos e hoje a meta é chegar a 560 unidades.
Para realizar uma operação de penhor, o interessado precisa apenas da identidade e CPF e jóias em metais nobres, com ou sem pedras, relógios de alta joalheria e canetas de valor elevado, para deixar em garantia do empréstimo que é concedido para pagamento em até 120 dias, a 2,26% de juros ao mês para empréstimos de até R$ 300,00 e 3,01% ao mês para valores superiores a isso. O limite mínimo de empréstimo é de R$ 50,00 e o máximo de R$ 50.000,00.
Pesquisa da Caixa apontou que o penhor de jóias é usado na maioria das vezes para o pagamento de dívidas pessoais (70% dos entrevistados). Quem faz empréstimo de penhor geralmente é autônomo ou tem seu negócio próprio (33%), ou ainda é funcionário dos setores público e privado (também 33%), e já utilizou esse tipo de empréstimo mais de uma vez na maioria dos casos (78%). As mulheres são a maioria dos clientes (74%), sendo 55% na faixa etária dos 35 aos 50 anos e que os mais que mais demandam (55%), entre homens e mulheres, estão entre os 30 e 50 anos de idade, tendo renda média mensal familiar entre cinco e vinte salários mínimos (51% dos entrevistados).
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