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Mercados: Ibovespa subiu 1,87% e dólar cedeu 0,23% em dia de bom humor internacional

09/03 - 07:51 - Valor Online

SÃO PAULO - O bom predominou nos segmentos cambial e acionário do mercado brasileiro ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta, enquanto o dólar desvalorizou-se em relação ao real.

O clima favorável no ambiente internacional amparou o viés positivo nos negócios locais. Na contramão, o pregão de juros da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) registrou elevação nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), reflexo de ajustes à decisão do Copom, anunciada na véspera.O Ibovespa avançou 1,87%, aos 43.465 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 2,5 bilhões. O dólar caiu 0,23%, a R$ 2,1060 na compra e R$ 2,1080 na venda. De acordo com informações do mercado, o giro interbancário somou aproximadamente US$ 2,7 bilhões. Na roda de ' pronto ' da BM & F, a moeda recuou 0,33%, a R$ 2,106, com volume igual a US$ 635,25 milhões. O DI para janeiro de 2008 projetou 12,08% anuais, com acréscimo de 0,07 ponto percentual.O mercado interno acompanhou o bom humor internacional. ' Não houve nenhum dado que motivasse a mudança no humor nos negócios ' , disse o economista-chefe da corretora López León, Flávio Serrano ' As bolsas asiáticas e européias estavam em alta forte no início das operações locais, e a abertura positiva em Wall Street, que se manteve ao longo da jornada, reforçou viés positivo ' , disse. Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,56%, O londrino FTSE-100 aumentou 1,16%, e, em Tóquio, o Nikkei 225 ganhou 1,94%.No exterior, o enfraquecimento do iene frente ao dólar foi bem recebido. Nos últimos dias, a moeda japonesa mostrou forte valorização sobre a divisa norte-americana, refletindo desmontes das chamadas operações de ' carry-trade ' , em que agentes se financiam em países com juros baixos e aplicam em ativos com maior remuneração. A 'acalmada' desse movimento sugere uma interrupção nesse desmonte, o que é bem visto neste momento, pois o ' carry-trade ' com a moeda japonesa tem sido uma fonte de liquidez global. Na percepção do sócio da MH Advisors, Marcelo Chakmati, amparada pelo avanço nas bolsas globais, a Bovespa mostrou recuperação. A melhora no cenário externo também foi apontada pelo analista de câmbio da corretora Liquidez, Francisco Carvalho, como principal influência para a queda do dólar nas operações locais, mesmo com o leilão de compra do Banco Central (BC), que pagou R$ 2,1055 pela divisa norte-americana.No pregão de juros futuros, o gerente da mesa de BM & F da corretora SLW, Raffi Dokuzian, classificou a alta nos DIs como uma zeragem de posição normal, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic de 13% para 12,75% ao ano. O consenso entre os agentes de mercado era de um corte de 0,25 ponto, mas sempre existem investidores que apostam na possibilidade de uma surpresa - no caso do encontro de ontem, de uma queda maior. A atenção se voltará agora para a ata do encontro, avaliou.No leilão de títulos públicos, o Tesouro Nacional vendeu o lote integral de 5,5 milhões de papéis prefixados Letras do Tesouro Nacional (LTN), divididas em dois vencimentos, arrecadando R$ 4,72 bilhões. Também foram vendidas 1.784.450 Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F), com três prazos distintos, equivalentes a R$ 1,69 bilhão. O mercado ainda absorveu 1,767 milhão de títulos pós-fixados Letras Financeiras do Tesouro (LFT), de dois vencimentos, equivalentes a R$ 5,35 bilhões.No noticiário corporativo, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) fechou 2006 com recorde de produção, vendas e lucro. Em todo o ano passado, a companhia acumulou lucro líquido de R$ 13,431 bilhões, correspondente a R$ 5,56 por ação, com crescimento de 28,6% relação ao mesmo período do ano anterior, conforme o seu balanço, divulgado ontem à noite. As ações PNA da mineradora subiram 0,85%, a R$ 61,40. Os papéis ON avançaram 0,30%, a R$ 72,52.Também apresentou o resultado de 2006 a Telemar. Nesta manhã, a companhia informou que o lucro líquido somou R$ 613,3 milhões (R$ 1,61 por ação) no quarto trimestre do último exercício, com alta de 47,2% sobre período correspondente de 2005 e de 127,5% sobre o trimestre imediatamente anterior. As preferenciais da empresa apreciaram-se 2,36%, a R$ 27,74. As ações ON terminaram estáveis, a R$ 54,50.(Paula Laier | Valor Online)

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