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Mercados: Juros sobem na BM & F após corte de 0,25 ponto na taxa Selic

08/03 - 16:15 - Valor Online

SÃO PAULO - Os contratos de juros negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) terminaram com as taxas valorizadas nesta sessão, reflexo dos tradicionais ajustes de posição realizados após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic. O colegiado no Banco Central (BC) anunciou ontem, quando o mercado financeiro já estava fechado, uma queda de 0,25 ponto percentual no juro primário, para 12,75% ao ano.

O corte foi em linha com as expectativas, mas a correção de hoje revelou que havia apostas em uma redução maior.No call de fechamento, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para abril marcou 12,65% anuais, com alta de 0,03 ponto percentual. Já o ativo para outubro subiu 0,04 ponto, a 12,23% anuais. Janeiro de 2008 projetou 12,08% anuais, com acréscimo de 0,07 ponto. Julho do próximo ano avançou 0,04 ponto, a 11,92% ao ano. A taxa para janeiro de 2009 indicou 11,88% anuais, com alta de 0,02 ponto. Janeiro de 2010 registrou 11,90% ao ano, com aumento de 0,01 ponto.Até as 16 horas, antes do ajuste final de posições, foram negociados 886,052 mil contratos, equivalentes a R$ 77,17 bilhões (US$ 36,54 bilhões). Ontem, foram fechados negócios com 1,069 milhão de ativos. O vencimento de janeiro 2008 era o mais negociado, com 223,49 mil contratos registrados, equivalentes a R$ 20,08 bilhões (US$ 9,51 bilhões). No último pregão, foram negociados mil contratos para esse vencimento.De acordo com o gerente da mesa de BM & F da corretora SLW, Raffi Dokuzian, o movimento verificado nos DIs mais curtos foi uma 'zeragem' de posição. O consenso entre os agentes de mercado era de um corte de 0,25 ponto, mas sempre existem investidores que apostam na possibilidade de uma surpresa - no caso do encontro de ontem, de uma queda maior. E, ontem, o anúncio da ausência do ex-diretor de Política Econômica do BC Afonso Bevilaqua do segundo dia do encontro do Copom ampliou as apostas na surpresa. A atenção se voltará agora para a ata do encontro, avaliou o especialista.No documento, Dokuzian avalia que o foco deve ficar sobre a avaliação dos diretores do BC sobre o cenário internacional, para saber como fica a trajetória dos juros locais daqui para a frente. A ata será divulgada na próxima quinta-feira.O clima favorável no ambiente financeiro global e nos demais ativos financeiros domésticos, por sua vez, colaborou com um viés positivo nos negócios. 'Os temores da semana passada em relação aos riscos de uma recessão na economia norte-americana foram afastados nesta sessão', avaliou Dokuzian. No curtíssimo prazo, o mercado estabilizou, acrescentou o responsável pela área de BM & F da corretora Ativa S.A., Marcelo Porto. 'Mas o mercado continua bastante sensível', alertou o profissional. 'O clima de instabilidade ainda não cessou', reforçou Dokuzian.Também nesta manhã a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou alta de 0,48% na primeira medição de março. Em fevereiro, a inflação foi de 0,34%. 'A principal contribuição para o aumento da taxa partiu do grupo Alimentação. Das sete classes de despesa que formam o índice geral, esta foi a que registrou o maior avanço em sua taxa de variação, de 1,17% para 1,70%', salientou a entidade.No leilão de títulos públicos, o Tesouro Nacional vendeu o lote integral de 5,5 milhões de papéis prefixados Letras do Tesouro Nacional (LTN), divididas em dois vencimentos, arrecadando R$ 4,72 bilhões. Também foram vendias 1.784.450 Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F), com três prazos distintos, equivalentes a R$ 1,69 bilhão. O mercado ainda absorveu 1,767 milhão de títulos pós-fixados Letras Financeiras do Tesouro (LFT), de dois vencimentos, equivalentes a R$ 5,35 bilhões.(Paula Laier | Valor Online)

 
 

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