08/03 - 10:06 - Agência Estado
O governo chinês rescindiu a regulamentação que concedia descontos nas linhas de empréstimos a grandes exportadores com faturamento elevado em moeda estrangeira. O Banco Popular da China (banco central do país) afirmou que a medida tem vigência imediata.
Ao mesmo tempo, foram canceladas as taxas elevadas de empréstimos que eram aplicadas a determinados exportadores, cujas receitas em moeda estrangeira não preenchiam determinadas exigências.
O comunicado sobre as mudanças foi divulgado em conjunto pela administração estatal de câmbio, pelo Ministério do Comércio e pela administração estatal de impostos. A decisão faz parte dos esforços da China para conter seu crescente superávit comercial, mas economistas avaliaram que o impacto das ações no curto prazo deve, provavelmente, ser limitado, uma vez que as mudanças não afetam diretamente os custos de tomada de empréstimos dos exportadores locais.
A China tem se mostrado disposta a controlar o superávit comercial, que cresceu 67% em janeiro, na comparação ao mesmo mês do ano passado, para US$ 15,88 bilhões. O superávit foi inferior, no entanto, ao resultado positivo de US$ 21 bilhões de dezembro, mas ainda foi o quinto melhor desempenho superavitário mensal do país.
O diretor do Escritório de Pesquisa e Desenvolvimento Financeiro da Academia Chinesa de Ciências Sociais, Yi Xianrong, afirmou que o cancelamento das regras envia um sinal sobre a adoção de uma postura mais neutra do governo chinês em relação à sua política exportadora. Desde 2004, a China eliminou o teto para a concessão de empréstimos em yuans, enquanto permitiu que os bancos cortassem suas taxas de empréstimos para 90% das taxas de referência.
De acordo com a regulamentação anterior, implementada em 2000, as grandes exportadoras poderiam tomar empréstimo com um desconto de até 10% da taxa de referência de empréstimo, caso os respectivos faturamentos anuais com exportações superassem US$ 200 milhões e as receitas com moeda estrangeira estivessem em um nível mais alto.
Exportadores com faturamento em moeda estrangeira abaixo de um determinado nível tinham empréstimos a taxas 30% mais elevadas que a taxa de referência, conforme a legislação anterior. As informações são da Dow Jones.
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