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Airbus suprimirá 10 mil empregos e cederá seis fábricas européias

28/02 - 14:27 - AFP

A Airbus vai cortar 10 mil postos de trabalho e venderá ou cederá total ou parcialmente seis de suas fábricas européias, como parte de um plano emergencial de reestruturação anunciado na quarta-feira e que pretende reduzir perdas e racionalizar a produtividade do construtor de aviões europeu.

No total, a empresa eliminará 4.300 postos de trabalho na França, 3.700 na Alemanha, 400 na Espanha e 1.600 no Reino Unido nos próximos quatro anos, segundo informou o EADS, consórcio europeu de aeronáutica e defesa do qual faz parte o Airbus.

Cerca de 50% destas demissões afetará empresas subsidiárias ou subcontratadas, segundo estas fontes. "Não há neste momento nenhum plano de demissão em estudo", garantiu o EADS.

No total, a Airbus tem 56 mil funcionários, 22 mil na França e 21 mil na Alemanha.

Na quarta-feira, o construtor europeu informou sobre seu plano de reestruturação chamado "Power8" aos representantes dos funcionários em Toulouse (sudoeste da França), principal sede da empresa, numa reunião com várias ameaças de greve.

"Estamos indignados. Isto é muito grave, muito injusto. A França não sabe proteger suas indústrias", assegurou Julien Talavan, do sindicato Fuerza Obrera, majoritário no Airbus.

Vários sindicatos do Airbus advertiram que se unirão em escala européia se houver cessão de fábricas e demissões e organizarão greves.

Uma primeira greve espontânea começou nas três fábricas alemães (Varel, Nordenham e Laupheim) quando os operários abandonaram as instalações.

Em virtude do plano de reestruturação, o futuro modelo A350 da companhia será montado em Toulouse, enquanto sua fábrica de Hamburgo ficará encarregada da montagem dos aparelhos da família A320.

A finalidade deste plano é gerar um lucro de exploração anual de 2,1 bilhões de euros (US$ 2,7 bilhões).

Esta cifra compensará os custos adicionais gerados pelo atraso nas entregas de seu avião gigante A380 e pela debilidade do dólar frente ao euro, que mina a competitividade do construtor.

Por outro lado, três fábricas - as francesa de Meaulte, a alemã de Nordenham e a britânica de Filton - serão exploradas graças a sócios industriais.

Outras três - a francesa de Saint-Nazaire e as alemães de Varel e Laupheim - serão cedidas a fornecedores, revendidas aos empregados ou absorbidas por fábricas vizinhas, segundo o presidente do Airbus, Louis Gallois.

"Estas opções serão estudadas caso a caso", segundo o responsável.

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