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Société Générale confirma aquisição do banco Cacique

26/02 - 17:22 - Valor Online

SÃO PAULO - O Société Générale confirmou há pouco ter assinado um contrato para a aquisição do Banco Cacique, especializado em crédito ao consumidor, conforme adiantado pelo Valor Econômico. Caso o Banco Central (BC) aprove a operação, o banco francês ficará com o controle integral da instituição brasileira, a qual explora uma carteira de 600 mil clientes ativos e 200 mil cartões ativos por meio de uma rede de quase 150 agências próprias e 1,8 mil pontos de distribuição.

'Esta ampla rede de distribuição deve dobrar de tamanho nos próximos quatro anos e, assim, cobrir o país inteiro com maior presença, já efetiva, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minais Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina', conforme nota enviada pelo banco francês. Como a compra do banco de capital nacional envolve um investidor estrangeiro, a transação depende de decreto presidencial. Segundo reportagem publicada hoje pelo Valor, o valor do negócio deve superar R$ 900 milhões, que seriam pagos à vista.Segundo Jean-François Gautier, diretor dos serviços financeiros especializados, a compra representa uma etapa importante no desenvolvimento da instituição européia no mercado brasileiro. 'Estamos muito felizes com esta aquisição, que nos permite aproveitar o 'savoir-faire' (a experiência) do banco Cacique, um dos principais bancos brasileiros do mercado de crédito ao consumidor', afirmou.Não é de hoje que o Société Générale se tornou comprador no Brasil. O processo começou em novembro de 2004, quando o presidente mundial, Daniel Bouton, veio ao país. O executivo orientou o presidente do banco no Brasil, François Dossa, a buscar alternativas de crescimento nas áreas em que opera no exterior, como varejo e gestão de ativos. Como sinal inicial de comprometimento, dobrou o capital para cerca de R$ 231,6 milhões. Já em setembro de 2005 o Société trouxe para operar no país a ALD Automotive, que faz gestão de frotas de veículos. Depois, montou um fundo de investimento em participações em empresas do setor de açúcar e álcool de US$ 1 bilhão. Em março do ano passado comprou 70% do Banco Pecúnia, de patrimônio de R$ 56 milhões em novembro, segundo o site do Banco Central. O processo de venda do Cacique começou em outubro do ano passado. Chegaram a olhar o negócio, além do Société Générale, a Cetelem, financeira do também francês BNP Paribas, o espanhol Santander, o holandês ABN Amro, o sul-africano Standard Bank, o Ibi (da C & A) e a GE Capital. O processo foi se afunilando e restaram o Société, Ibi e GE Capital. Ao longo do Carnaval, o Société exigiu exclusividade na negociação, que foi concluída neste fim de semana. O presidente do BC, Henrique Meirelles, foi informado do negócio na noite de sábado. Em dezembro, o total de capital na mão dos acionistas do grupo Société Générale era de 29,1 bilhões de euros. Isso após o banco ter implementado, em outubro, um aumento de capital de 2,4 bilhões de euros que lhe permite o financiamento de aquisições, como a realizada no Brasil. O grupo emprega 120 mil pessoas em todo o mundo, é a sexta maior empresa da França em valor de mercado e o quarto maior banco em ativos da zona do euro. 'A operação completa o dispositivo do Société Générale Consumer Finance e se insere na estratégia de desenvolvimento da suas atividades de Serviços Financeiros Especializados no país onde a ALD Automotive já passou a marca dos 1 mil veículos apenas um ano após a sua criação', diz o banco, em nota oficial.(Valor Online, com informações do Valor Econômico)

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