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Correção: Créditos fiscais impulsionam lucro da Vivo no quarto trimestre

08/02 - 17:45 - Valor Online

O número de assinantes da Vivo foi incorretamente informado em nota anterior. A base de clientes da operadora é de 29,053 milhões de assinantes.

A seguir, a íntegra corrigida:SÃO PAULO - A reorganização societária já se fez sentir no balanço da Vivo Participações, que após amargar sucessivos prejuízos, obteve lucro líquido de R$ 885,6 milhões nos três meses finais de 2006, revertendo as perdas de R$ 263,3 milhões de um ano antes e de R$ 196,9 milhões no trimestre imediatamente anterior. Assim, a maior operadora brasileira de telefonia móvel conseguiu fechar 2006 no azul, com ganho de R$ 16,3 milhões, sucedendo uma perda de R$ 594 milhões no exercício anterior. O resultado positivo foi conquistado graças ao impacto de créditos fiscais referentes à reestruturação concluída em outubro, que resultou na unificação de cinco holdings e 14 operadoras.À última linha do balanço foram agregados R$ 1,012 bilhão de créditos de impostos, sendo R$ 740 milhões líquidos relativos a benefícios fiscais das empresas incorporadas, e outros R$ 136 milhões vindos de uma reversão de provisão para PIS e Cofins. Por outro lado, houve um impacto negativo de R$ 278 milhões na demonstração financeira, fruto de uma reavaliação de ativos obsoletos no quarto trimestre de 2006. Não fosse o impacto da reestruturação que começou em 2005, o resultado seria negativo. '(A reorganização societária) não foi por acaso. Foi feita com esse objetivo, de poder se aproveitar desses créditos, que servirão para empresa talvez não pagar imposto nos próximos ´xis` anos, então é um ativo que vale', afirmou o presidente da companhia, Roberto Lima. É bom notar que as cifras de 2005 foram ajustadas para facilitar a comparação com 2006.O montante gasto pela Vivo no quarto trimestre para atrair novos clientes caiu 14,8% em relação a intervalo correspondente de 2005, para R$ 115,00. No balanço, a empresa diz que a redução reflete 'uma melhor negociação com fornecedores e a queda da taxa de câmbio'. Comparativamente ao terceiro trimestre de 2006, vê-se uma alta de 9,5%, devido a fatores sazonais. No acumulado do ano, o custo de aquisição caiu 22,4% sobre 2005, decorrente do menor gasto com subsídios e da variação cambial. Vale lembrar que a fatia da operadora no total de usuários vem apresentando queda. Segundo dados da Anatel, a participação da Vivo no mercado brasileiro, que era de 34,54% em 2005, caiu a 29,08% nos três meses finais de 2006. As rivais que ocupam os dois postos seguintes do ranking, TIM e Claro, detinham ao final de 2006 uma fatia de, respectivamente, 25,45% e 23,90%. Quanto à base de clientes da Vivo, caiu 2,5% sobre 2005, para 29,053 milhões de assinantes.O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) totalizou, no quarto trimestre, R$ 857,6 milhões, valor 31,9% maior que o obtido em intervalo correspondente do ano anterior. Assim, a margem Ebitda situou-se em 29,2%, contra 21,8% dos três meses que fecharam 2005. Sem considerar o efeito do chamado 'bill & keep' pleno, o lajida seria de R$ 844,2 milhões no quarto trimestre, com margem de 32,8%. Em vigor desde julho do ano passado, o 'bill & keep' pleno obriga as empresas de telefonia móvel a registrarem integralmente as receitas e custos de rede (gerado quando o cliente de uma operadora liga para o assinante de outra). Antes, as teles contabilizavam apenas o saldo das transações.No acumulado do ano, o lajida alcançou R$ 2,596 bilhões, com margem de 23,7%. Levando-se em conta o efeito do 'bill & keep' pleno, a margem Ebitda de 2006, comparável com 2005, seria de 24,9%. Os investimentos feitos pela Vivo no último trimestre de 2006 somaram R$ 1,059 bilhão, alta de 20% sobre o ano anterior. No exercício fechado, porém, os aportes ficaram 4,6% menores do que os feitos em 2005, totalizando R$ 2,123 bilhões. Para a instalação da nova rede GSM da Vivo, o investimento previsto é de R$ 1,08 bilhão, dos quais 65% já foram empregados até dezembro. No final de 2006, a empresa iniciou a pré-comercialização de aparelhos com tecnologia GSM-EDGE. Contudo, a venda ficou restrita a poucas lojas e, por ora, engloba apenas celulares pré-pagos. 'Já lançamos GSM, mas não pretendemos dizer que somos só isso: estamos com as duas redes e temos compromisso com CDMA. Somos vendedores de serviços, não de uma ou outra tecnologia', enfatizou Lima em reunião com analistas. De acordo com ele, até o final de março a Vivo terá finalizado seu programa para estender a tecnologia GSM aos aparelhos pós-pagos. 'A rede GSM permite uma sinergia mais forte com a Portugal Telecom e a Telefônica (os controladores da Vivo), pois elas são grandes compradoras dessa tecnologia.'(Michelly Teixeira | Valor Online)

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