07/02 - 13:21 - Redação com agências
RIO - O governo abriu a possibilidade de permitir que os trabalhadores invistam de 10% a 20% do seu saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no mercado de ações.
A proposta, que não conta com a concordância de todas as centrais, foi discutida na última terça-feira, em reunião do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, com representantes das centrais sindicais. Ela é defendida pela Força Sindical e pela CGT, mas conta com a oposição da CUT.
Ficou acertado que as centrais buscarão um entendimento entre elas até a próxima segunda-feira, quando terão um novo encontro com Marinho. Caso as centrais consigam chegar a um acordo, a proposta poderá ser encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Marinho explicou que a decisão final sobre alterações no uso do FGTS caberá ao Congresso. Porém, considera importante um entendimento com as centrais sindicais porque elas também pressionam o Legislativo.
O presidente da CGT, Canindé Pegado, disse que, se o governo concordar em autorizar o investimento em ações, a Central retirará seu nome da ação direta de inconstitucionalidade impetrada no Supremo Tribunal Federal contra a Medida Provisória que autoriza o uso do FGTS em fundos de investimento em infra-estrutura.
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