A chegada de um executivo de carreira à presidência do Grupo Schincariol, caso do ex-presidente da Nokia Brasil, Fernando Terni, não significa que a cervejaria esteja se preparando para ser vendida como se cogita no mercado. "Temos caixa e disposição para ir às compras", resume o ex-superintendente e acionista da companhia, Adriano Schincariol.
"Temos engatilhados três projetos de expansão na área de bebidas".
Para assegurar que a disposição do grupo é de se manter na briga pelo disputado mercado cervejeiro e também crescer no de bebidas em geral - aí incluído refrigerantes, água e sucos -, Schincariol garante que a empresa vai tão bem a ponto de poder quitar seus atuais débitos com o BNDES.
Hoje o grupo tem nove unidades espalhadas pelo País. No ano passado, faturou R$ 3,65 bilhões, com crescimento de 18% ante o ano anterior.
O mesmo cenário otimista não pode ser traçado sobre os débitos com a Receita Federal, por falta de recolhimento de impostos e que os concorrentes estimam em R$ 2 bilhões. A empresa diz que os débitos estão sendo pagos. Desde o início de 2005, a consultoria McKinsey está reorganizando o grupo.
A companhia tem 11% do mercado de cerveja ante 12,6% que possuía há um ano, segundo o instituto A/C Nielsen. Adriano questiona os dados. "Se nosso faturamento cresceu 18% como perdemos participação?" O engenheiro elétrico Fernando Terni, antes da Nokia, presidiu a Intelig e começou carreira na ABB, onde permaneceu por 19 anos ate chegar à vice-presidência.