Alejandro Fernández Nova York, 25 jan (EFE).- Após uma forte, mas esperada, queda em seu lucro trimestral, a gigante da informática Microsoft espera deixar para trás os problemas decorrentes do atraso no lançamento do seu novo sistema operacional, o Windows Vista.
O programa chegará ao mercado em 30 de janeiro, com mais de dois anos de atraso, o que influenciou negativamente os resultados financeiros da companhia nos últimos meses.
Nesta quinta-feira, a empresa anunciou uma queda de 28% em seu lucro líquido durante o segundo trimestre fiscal, que terminou em 31 de dezembro passado.
Grande parte desta queda foi decorrente de um ajuste contábil de US$ 1,640 bilhão referente a vendas que, tenham sido feitas no quarto trimestre de 2006, só serão incorporadas nos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2007.
O ajuste foi necessário porque a Microsoft, para incentivar as vendas de computadores na temporada natalina, a mais importante do ano, ofereceu descontos e bônus para a aquisição do Windows Vista mais adiante. Portanto, estas vendas não serão contabilizadas até que tais cupons sejam descontados ou expirem.
Por conta disso, os analistas acham que o primeiro trimestre deste ano será muito bom para a companhia, já que, por um lado, a Microsoft poderá contabilizar estas vendas, e, por outro, deverá lucrar com as vendas de novos computadores.
O mercado acredita que muitos consumidores estão há meses esperando o lançamento do Vista para trocar ou modernizar suas máquinas. Por isso, as vendas de computadores podem disparar nos próximos meses.
Junto com o Vista, a Microsoft porá à venda a nova versão de seu pacote Office, com o qual a empresa obtém metade de seu receita total (de US$ 44,282 bilhões nos 12 meses que terminaram em 30 de junho passado).
Ao apresentar hoje seus resultados, a companhia disse que, no primeiro trimestre, espera lucrar entre US$ 0,45 e 0,46 por ação, e vender entre US$ 13,7 e 14 bilhões, números que batem com as projeções dos analistas.
A Microsoft também acredita que sua receita no ano fiscal, que terminará em 30 de junho, vai varia de US$ 50,2 a 50,7 bilhões, mais que o previsto anteriormente (entre US$ 50 e 50,9 bilhões).
Para todo o ano fiscal, o lucro estimado é de entre US$ 1,45 e 1,47 por ação, maior que o de entre US$ 1,43 e 1,46 calculado pelos analistas.
Isto fez com que, após uma queda de 2,06% no pregão regular da Nasdaq, as ações da Microsoft subissem 2,5% nos mercados eletrônicos que operam após o fechamento das bolsas.
A boa resposta dos investidores não tem a ver só com as projeções de vendas do Vista e do Office, mas também com o sucesso do videogame Xbox 360.
As vendas do aparelho no último trimestre de 2006 chegaram a 10,4 milhões de unidades, superando a marca de 10 milhões esperada pela empresa.
Se a isto for somado o sucesso do jogo "Gears of War", que já teve 2,7 milhões de cópias vendidas, a Microsoft poderia estar expandindo sua base de negócios de forma muito significativa.
No entanto, acredita-se que o Vista e o Office continuarão sendo os motores da companhia, já que o alto custo de produção do Xbox 360 o torna muito menos rentável que os programas, produtos que fizeram da Microsoft a gigante da informática que é hoje em dia. EFE afa sc