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Supermercados reagem no fim de 2006 e desempenho deve melhorar

23/01 - 11:45 - Valor Online

SÃO PAULO - Supermercados e hipermercados terão dias melhores em 2007, na avaliação de economistas e analistas de varejo. ' É possível que as vendas, em volume, do varejo alimentar cresçam mais do que os 7% registrados em 2006.

O consumo em Estados que vinham empurrando o índice para baixo, como São Paulo, começou a reagir no fim de 2006 e, se a tendência for mantida, este será um ano melhor para o setor ' , diz Sérgio Vale, economista da MB Associados. Apesar das queixas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), 2006 não foi um ano ruim. Pelo contrário. O crescimento de 7% no volume vendido até novembro, segundo o IBGE, é um dos melhores desempenhos já apresentados pelo país nos últimos anos. ' O ano só não foi bom para as grandes redes ' , acrescenta Vale. Quem saiu ganhando no ano passado foram as pequenas lojas, onde se abastece a população de baixa renda, e as varejistas que estão instaladas nas regiões Norte, Nordeste, ou nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. ' Mas, neste ano, o cenário é mais favorável para todo o setor de forma geral ' , diz Vale. As famílias devem destinar uma parcela maior do orçamento para compra alimentos, comprometendo menos a renda com a prestação de bens duráveis. A analista do Unibanco, Fanny Oreng, acredita que o Pão de Açúcar possa apresentar, em 2007, um crescimentos nas vendas nas mesmas lojas (sem contar as lojas novas) em termos reais, ou seja, descontada a inflação. Isto não acontece há tempos. ' Mas deve ser um um aumento modesto ' , diz. Outra analista de um grande banco também acredita que 2007 será um ano mais favorável para o Pão de Açúcar. ' 2006 foi um período difícil para a empresa ' , afirma a analista. No ano passado, a receita do Pão de Açúcar em lojas comparáveis foi praticamente igual à obtida em 2005 - em termos reais, houve uma pequena queda, de 0,1%. A inflação acumulada ao longo de 2006, porém, foi de 3,14%, de acordo com o IPCA. Em dezembro, as vendas da rede nas mesmas lojas cresceram 1,7% em termos nominais, mas voltaram a perder para a inflação, depois de se recuperarem em setembro. A deflação nos preços dos alimentos tem sido um inimigo das grandes redes, que precisaram vender mais para faturar o mesmo. Sérgio Vale, da MB, prevê um IPCA ligeiramente maior em 2007, chegando a 4,1%. (Claudia Facchini | Valor Econômico )

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