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Dilma: PAC prevê transparência na gestão das estatais

23/01 - 09:24, atualizada às 12:12 23/01 - Agência Estado

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não faz referência ao controle de gastos do governo. Em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, a ministra destacou hoje o decreto relativo a governança corporativa das empresas estatais, que será uma das fontes de investimento em infra-estrutura.

"O governo vai estabelecer, e já há todo um processo de discussão e formatação disso, regras de governança corporativa de todas a estatais, transformando pelo menos as principais em empresas passíveis de serem empresas abertas, que prestam contas à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e que se regem pelos melhores princípios de governança corporativa.

A outra iniciativa é a questão da gestão do próprio Programa de Aceleração do Crescimento. Com essa gestão nós pretendemos ter um acompanhamento da efetividade do gasto, para garantir que de fato o gasto aconteça no menor prazo possível, com a melhor qualidade possível, atendendo aos objetivos de crescimento do País", explicou a ministra.

Governança corporativa é um sistema pelo qual as empresas são monitoradas pelo mercado de capitais, envolvendo os relacionamentos entre acionistas, conselho, diretoria e auditoria.

Democracia

Dilma Rousseff disse que a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na defesa do crescimento sem prejudicar a democracia não foi dirigida nem à Venezuela, nem à China, no lançamento, ontem, do PAC, em discurso no Palácio do Planalto.

"Eu acho que o presidente estava falando do Brasil. Até porque o presidente participou do processo de construção da democracia e sempre disse que ele não existiria se não houvesse um processo democrático no Brasil", afirmou hoje cedo a ministra, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil.

"Nós todos, da nossa geração, que vivemos uma ditadura, sabemos perfeitamente que o crescimento pode conviver com processos autoritários, que não levam riqueza para o conjunto da população", afirmou. "Nós não somos nem a Venezuela, nem a China. As nossas histórias são diferentes. As características da nossa economia são diferentes. Eu acho que o PAC é um acerto de contas consigo mesmo. É o Brasil que chega a essa plenitude democrática querendo também aumentar seu nível de crescimento econômico. Não acredito que a fala do presidente seja uma fala que diz respeito a outras nações. Mas acho que é uma reflexão sobre os rumos do Brasil".

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