22/01 - 19:16 - Murilo Murça, do Último Segundo/Santa Fé Ídéias
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, pediu tempo para melhor análise do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mas reclamou logo dos poucos recursos definidos pelo PAC para recuperação da malha rodoviária federal em Minas, assim como a previsão do governo federal de apenas ampliar o estacionamento do aeroporto de Confins, depois de o governo estadual ter aplicado R$ 350 milhões na construção de linha expressa para acesso.
A não previsão de recursos para o metrô de Belo Horizonte foi uma decepção para o governador mineiro, assim como falta de recursos federais para a recuperação e melhoria do aeroporto da Pampulha e previsão para um novo na Zona da Mata. Aécio Neves disse que esperava mais para o setor de infra-estrutura, principalmente para recuperação das estradas, cujo péssimo estado em alguns trechos se constituiu um gargalo para a economia, além de provocar perdas de vidas.
Aécio Neves também mostrou preocupação com a desoneração da carga tributária de determinados setores, o que deve provocar uma queda na arrecadação de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e de Imposto de Renda, o que afetará principalmente os estados do Nordeste e Centro-Oeste, que são mais dependentes do Fundo de Participação dos Estados.
O governador de Minas também apontou a violência como um entrave ao desenvolvimento e cobrou do governo federal que não contingencie (deixar de liberar as verbas previstas no Orçamento Geral da União), em qualquer circunstância recursos do Fundo Nacional Penitenciário (“que Minas não recebeu praticamente nada em 2006”) e do Fundo Nacional de Segurança Pública.
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Desembolso para o PAC sobe, mas continua fraco em relação a metas
