O Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, ficou fechado por três vezes ontem à tarde em virtude das chuvas. A interrupção dos pousos e decolagens provocou problemas aos passageiros de todas as empresas aéreas.
Proibidos de descer, os aviões ficavam voando em círculos na órbita do aeroporto. Alguns foram desviados para Cumbica, Indaiatuba e Curitiba. As operações foram retomadas às 20h15, segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A agência não soube informar, porém, quantos vôos estavam atrasados por causa das chuvas. O boletim divulgado pela internet só registrava os vôos entre zero hora e 11 horas. Segundo esse boletim, dos 96 vôos previstos para o período, 4 tinham registrado atraso superior a uma hora.
De acordo com a Anac, por determinação do Centro Integrado de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o Aeroporto de Congonhas está sendo fechado quando chove para que seja feita medição da quantidade de água na pista.
Ontem, o vôo mais atrasado em Congonhas foi o 1955, da Gol, que vinha de Porto Alegre e deveria pousar às 13h50. Às 17h30, ele foi desviado para o Aeroporto Internacional, em Cumbica, Guarulhos, e os passageiros não sabiam se iriam a Congonhas de ônibus ou no próprio avião da Gol. Até as 18 horas, outros três vôos enfrentavam o mesmo problema.
Às 18h55, a pista principal de Congonhas foi fechada pela terceira vez. A explicação dada pelo sistema de alto-falante foi o mau tempo. No desembarque, 15 passageiros pressionavam funcionários da Gol para que suas bagagens fossem retiradas das aeronaves.
O advogado Ricardo Fischer, de 33 anos, desmarcou compromisso na capital catarinense após ficar das 15 horas até as 18 horas dentro da aeronave da Gol, que acabou não decolando. "Tinha de ver alguns clientes amanhã. Agora já desisti", disse Ricardo. As informações são de O Estado de S.Paulo.
*Colaborou Tânia Monteiro