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Airbus perde mercado e liderança na indústria mundial de aviões para a Boeing, diz jornal

15/01 - 12:50, atualizada às 13:08 15/01 - Valor Online

SÃO PAULO - A participação de mercado da fabricante européia de aviões Airbus caiu 5 pontos percentuais entre 2005 e 2006, de 45% para 40%, segundo relatório de um jornal financeiro alemão. O motivo para essa redução seria o fraco movimento de vendas em todos os mercados, além dos diversos problemas enfrentados em 2006.

Com isso, a empresa perde a liderança dessa indústria para a arqui-rival norte-americana Boeing.

No total, de acordo com o relatório, a companhia contabilizou pedidos para 800 aeronaves, contra 1055 em 2005. Levando em conta o número de aviões, a fatia de mercado da Airbus para novos pedidos caiu de 52% para 43% entre 2006 e o ano anterior.

Ao passo que a Airbus enfrenta cada vez mais obstáculos, a Boeing encerrou 2006 mais uma vez no topo do ranking mundial de fabricantes de aviões, posto que havia perdido em 2000 para a concorrente européia.

No ano passado, a Boeing registrou pedidos firmes para 1044 aviões comerciais, contra os 1002 pedidos do ano anterior.As poucas vendas da família de aeronaves A330/340 foram um dos fatores mais importantes para o resultado.

Ainda assim, pesou bastante também as dificuldades enfrentadas pela empresa com os programas do superjumbo A380 e do avião médio de longo curso A350.Esses dois programas não apenas diminuíram (no caso do A380) o número de aviões entregues no ano, mas principalmente minaram a confiança das companhias aéreas na Airbus.

O A380 teve, por três vezes, duas apenas no ano passado, atrasado seu cronograma por conta de falhas no projeto. Já o A350 teve de ser totalmente reprojetado, ao custo de bilhões de euros, uma vez que não atendia as exigências dos clientes, especialmente quando comparado com o 787 Dreamliner, da Boeing.

Com esses problemas, a European Aeronautics Defence and Space Company (EADS), controladora da Airbus, foi obrigada a anunciar em outubro um plano de reestruturação que, entre outras medidas, demitiu, pela segunda vez no ano, o executivo-chefe encarregado de sua subsidiária. Também divulgou um alerta de lucros, informando que a companhia não deverá atingir suas expectativas para o fechado do ano.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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