iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Pequenas aprendem a exportar

09/01 - 13:31, atualizada às 15:19 09/01 - Agência Estado

Após três anos de dólar enfraquecido frente ao real, as micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras estão aprendendo a driblar as adversidades para continuar exportando. A receita inclui investir na produção de artigos mais sofisticados, se unir a outras empresas em consórcios exportadores e também buscar novos mercados, como a América Latina e o Leste Europeu.

O resultado é que, embora a participação das MPEs no total das exportações brasileiras tenha caído de 3,1% em 2004 para 2,7% em 2005 e o número de pequenas empresas exportadoras tenha recuado 7,6% em 2005, o valor das exportações está crescendo. As MPEs exportaram US$ 3,1 bilhões em 2005, um aumento de 4,7% em valor em relação a 2004, segundo estudo recente feito pelo Sebrae em parceria com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

"As empresas brasileiras já absorveram a cultura de exportação, independentemente do porte. E já conseguem lidar melhor com dificuldades decorrentes do dólar barato, por exemplo", afirma Juan Quirós, presidente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Nos últimos quatro anos, a entidade investiu, junto com associações de classe, R$ 1,2 bilhão em programas de promoção de empresas de 72 setores.

UniãoMesmo setores que vêm enfrentando perda de mercado e de rentabilidade, como o de couro e calçados, já vislumbram um horizonte melhor, apesar do dólar barato e da concorrência com produtos chineses no mercado internacional. A solução para as pequenas empresas do setor continuarem exportando foi a união em consórcios regionais. "Juntas, as empresas conseguem diluir custos de logística e de participação em feiras e eventos", explica Walter Perfeito, vice-presidente de mercado externo da Assintecal, entidade que reúne empresas do setor de componentes para couro e calçados .

Perfeito é também sócio da Irmãos Perfeito, empresa paulistana que fabrica acessório para calçados em materiais como madeira, madrepérola e casca de côco. Apesar de estar há 45 anos no mercado, até dois anos atrás a empresa não tinha nenhum cliente internacional. Há quatro anos, se uniu a outras oito pequenas empresas para criar o consórcio Smart e negociar clientes no mercado externo. Hoje, já possuem negócios no México, Guatemala, Colômbia, Argentina e Chile, e o faturamento do grupo cresceu 12%, graças às vendas ao exterior. Só a Irmãos Perfeito exporta 10% do que produz. "Há quatro anos, não era nada."Uma das saídas encontradas pelas empresas para driblar a crise foi intensificar o investimento em design e inovação. "O que o mercado internacional busca é criatividade e valor agregado, e nisso os brasileiros têm um diferencial", diz Perfeito. A Assintecal têm investido em parcerias com estilistas renomados, como Lino Villaventura e Waldemar Iódice, que ajudam os pequenos empresários a desenvolver coleções com apelo fashion.

A Legas Metal, de São Paulo, fabricante de mobiliário e acessórios para lojas, como araras e manequins, vai pelo mesmo caminho. A empresa já conquistou clientes na América do Sul e Caribe e tem planos para aumentar suas exportações em 2007. Para isso, está desenvolvendo linhas de produtos exclusivas para exportação, com foco na versatilidade - característica bastante apreciada lá fora.

"Exportar é importante, pois não dá para confiar apenas no mercado interno, ainda mais com a economia crescendo timidamente", diz Marcelo Miyazawa, diretor de marketing da Legas Metal. A empresa investe na participação em feiras e eventos, como a Couromoda.


US Multimídia


Publicidade


Matérias Relacionadas

09/04/2007 - 16:19:30

Indispensável


Enquete