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Marginal Tietê, point de decoração

04/01 - 12:32 - Agência Estado

A Marginal do Tietê ganha hoje mais uma megaloja do setor de decoração, com 21 mil metros quadrados, localizada na altura da Ponte do Tatuapé. O empreendimento soma-se a vários outros que mudaram o perfil da região.

Saíram galpões e empresas de transportes e entraram centros de compras que permitem adquirir tudo para a casa em um só endereço.

A transformação da Marginal em uma espécie de versão em grande escala da Gabriel Monteiro da Silva - rua na zona sul da capital que reúne lojas sofisticadas de decoração e arquitetura - começou há cerca de seis anos. Primeiramente vieram as lojas de material de construção, depois, as de jardinagem, seguidas pelas de bricolagem, e, desde o ano passado, pelas de móveis e decoração.

Quase em frente da Etna, inaugurada hoje, foi aberta no ano passado uma das maiores lojas da concorrente Tok&Stok. "É uma região que dá muita visibilidade, além de estar próxima de todas as entradas e saídas de São Paulo", considera Mauro Chenker, diretor da Etna.

Chenker afirma que a nova loja seguirá a tendência da Marginal de abrigar comércios de pronta-entrega de material pesado. Como os terrenos são grandes, é possível manter o estoque por perto. "Na verdade, o consumidor poderá comprar um móvel e retirá-lo ele mesmo em 2.000 m² de estoque, como se comprasse um vaso", conta.

A Etna Tatuapé terá um restaurante com preços mais acessíveis em relação ao da unidade da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na zona sul da cidade, incluindo sorvete e cachorro quente a R$ 1.

Apostar em um público variado, tanto de origem quanto de classe social, é a melhor opção em se tratando de Marginal. Segundo o diretor geral da Telhanorte, rede que tem três lojas na via, a vantagem da região é o fato de percorrer bairros dos mais variados perfis. "Além de atrair pessoas de toda a região metropolitana", diz.

A Telhanorte foi a primeira a desembarcar na via, apostando na consolidação do local como espaço de grandes centros de compras, de acesso fácil e rápido, mas não imaginava que seriam todos do mesmo setor.

A gerente de marketing da Dicico, Bartira Santa Rosa Moreira, conta que a Marginal é conhecida como Vietnã, por causa da concorrência. "Estamos todos um do lado do outro. A disputa é aberta. Hoje, nenhum consumidor vai a um só lugar para comprar material de construção porque é um produto de alto valor agregado", afirma.

A Dicico é a mais antiga empresa do setor na capital, mas desembarcou na Marginal há dois anos. Mesmo assim, a loja figura entre as mais lucrativas da rede. "Cerca de 15 mil pessoas passam por aqui ao mês." Aberta em 2002, a Leroy Merlin da Marginal também figura entre as mais importantes da rede francesa. "No fim de semana, é a mais movimentada", afirma Jaime Wick, gerente de gestão.


 
 

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