A Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac) encaminhou ontem ao presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, um documento propondo a implementação de quatro medidas para evitar agressões físicas e minimizar o estresse dos trabalhadores do setor. Desde outubro, quando os problemas nos aeroportos começaram a ser registrados sistematicamente, pelo menos sete funcionários que trabalham em balcões de check-in foram agredidos.
Quatro da TAM (dois em São Paulo e dois no Rio). Os outros três casos foram agressões a empregados da Gol (dois em São Paulo e um em Salvador).
A carta, também entregue à Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e ao Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), propõe a criação de uma sala de crise para passageiros prejudicados, evitando contato direto com trabalhadores do setor. "Não podemos continuar nessa situação, com aeroviários apanhando", afirma a secretária-geral da Fentac, Selma Balbino Outra proposta é o fornecimento, a cada hora, de informações aos passageiros sobre os vôos e as medidas tomadas para resolver problemas. A federação propõe que as companhias mantenham reservas antecipadas em hotéis perto de aeroportos. Pede ainda que as empresas mantenham psicólogo de plantão para apoiar trabalhadores vítimas de agressões.
PsicólogoA última reivindicação encaminhada a Zuanazzi foi um pedido para que as empresas mantenham um psicólogo de plantão para dar apoio aos trabalhadores que sejam vítimas de agressões físicas. O documento teve cópias enviadas ao presidente da Infraero, tenente-brigadeiro José Carlos Pereira, e ao presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Marco Antonio Bologna, também presidente da TAM.