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"Não agüentamos mais apanhar"

28/12 - 12:48, atualizada às 13:23 28/12 - Agência Estado

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac) encaminhou ontem ao presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, um documento propondo a implementação de quatro medidas para evitar agressões físicas e minimizar o estresse dos trabalhadores do setor. Desde outubro, quando os problemas nos aeroportos começaram a ser registrados sistematicamente, pelo menos sete funcionários que trabalham em balcões de check-in foram agredidos.

Quatro da TAM (dois em São Paulo e dois no Rio). Os outros três casos foram agressões a empregados da Gol (dois em São Paulo e um em Salvador).

A carta, também entregue à Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e ao Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), propõe a criação de uma sala de crise para passageiros prejudicados, evitando contato direto com trabalhadores do setor. "Não podemos continuar nessa situação, com aeroviários apanhando", afirma a secretária-geral da Fentac, Selma Balbino Outra proposta é o fornecimento, a cada hora, de informações aos passageiros sobre os vôos e as medidas tomadas para resolver problemas. A federação propõe que as companhias mantenham reservas antecipadas em hotéis perto de aeroportos. Pede ainda que as empresas mantenham psicólogo de plantão para apoiar trabalhadores vítimas de agressões.

Psicólogo
A última reivindicação encaminhada a Zuanazzi foi um pedido para que as empresas mantenham um psicólogo de plantão para dar apoio aos trabalhadores que sejam vítimas de agressões físicas. O documento teve cópias enviadas ao presidente da Infraero, tenente-brigadeiro José Carlos Pereira, e ao presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Marco Antonio Bologna, também presidente da TAM.


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