27/12 - 12:35, atualizada às 12:49 27/12 - Da Redação do Último Segundo
Levantamento da Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP), órgão vinculado à Secretaria de Justiça, informa que houve queda de 0,03 ponto percentual na taxa média para empréstimo pessoal e, e 0,05 ponto percentual no cheque especial.
A análise comparativa das taxas de juros praticadas em 2006 pela Fundação Procon-SPconstatou que o movimento das taxas médias apresentou tendência maior de queda, diferentemente do que ocorreu em 2005.
A pesquisa demonstra que a taxa média 1 (que é anual) para empréstimo pessoal foi de 5,36% ao mês e de 8,20%, no caso de cheque especial.
O levantamento anual envolveu dez instituições financeiras: HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Banco Real e Unibanco. Empréstimo Pessoal: a taxa média1 do empréstimo pessoal foi de 5,36% ao mês, indicando um decréscimo de 0,03 ponto percentual em relação à taxa média de 2005, que era de 5,39% ao mês. O ano iniciou com uma taxa média, entre os bancos pesquisados, de 5,42% e finalizou com uma taxa de 5,37%/mês, com variação negativa de 0,92%.
Os bancos que apresentaram a maior taxa média2 anual de empréstimo pessoal foram o Itaú e o Real, com 5,95% a.m.; a menor taxa foi praticada pela Nossa Caixa, com 4,25% ao mês; uma diferença de 1,70 pontos percentuais, que representa variação de 40%, entre a menor e a maior. Cheque Especial:
A taxa média1 do cheque especial em 2006 foi de 8,20% ao mês, menos 0,05 ponto percentual em relação à taxa média de 2005, que era de 8,25% ao mês. O ano iniciou com uma taxa média, entre os bancos pesquisados, de 8,31% e finalizou com uma taxa de 8,15% ao mês, variação negativa de 1,93%.
O banco que apresentou a maior taxa média2 anual de cheque especial foi o Itaú, com 8,50% ao mês; a menor foi praticada pela Caixa Econômica Federal, com 7,33% ao mês; diferença de 1,17 pontos percentuais, que representa variação de 15,96% entre a menor e a maior.
O Procon-SP constatou que o movimento das taxas médias, tanto do empréstimo pessoal quanto do cheque especial foi, fundamentalmente, de queda, ao contrário do que ocorreu em 2005. As variações mensais foram pequenas, assim como as resposta às variações mensais da taxa Selic (a taxa média dos financiamentos diários, com lastro em títulos federais). O empréstimo pessoal apresentou, nos três primeiros meses do ano, taxas médias mensais maiores às de igual período do ano anterior.
Em abril, as taxas se equipararam e, a partir de maio, já eram menores comparativamente. A trajetória de queda seguiu durante todos os meses do ano, sendo interrompida somente nos meses de julho e dezembro, com alta em relação ao mês anterior.
O cheque especial seguiu a mesma tendência. A trajetória de queda foi interrompida em junho, com pequena alta em relação ao mês anterior e, nos dois últimos meses, as taxas médias mensais mantiveram-se praticamente estáveis.
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