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Pnud: Crescimento econômico mundial deve reduzir as desigualdades

21/12 - 21:01, atualizada às 21:18 21/12 - EFE

Nações Unidas, 21 dez (EFE).- O administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Kemal Dervis, defendeu hoje a necessidade de que o crescimento econômico mundial permita reduzir as desigualdades entre e dentro dos países.

Dervis fez as declarações em entrevista coletiva, na qual expôs otrabalho realizado por esta agência da ONU, encarregada de coordenaros programas de desenvolvimento para os países mais pobres.

O administrador destacou que "o crescimento econômico mundial émais rápido do que nunca", com exceção do período posterior àSegunda Guerra Mundial, graças à globalização, à ampliação dosmercados globais e à tecnologia.

"No entanto, nossa era caracteriza-se também pela explosão dasdesigualdades entre os países. Por isso, fazer com que haja maispessoas que participem do crescimento econômico é um objetivo dasNações Unidas", disse.

Dervis ressaltou que o crescimento econômico mundial deve-se aoavanço de países como China e Coréia do Sul, mas que existem muitasoutras nações que não só não progrediram, mas retrocederam.

Neste sentido, afirmou que os Objetivos de Desenvolvimento doMilênio deveriam servir de "força mobilizadora" agora, que estáperto da metade do prazo fixado para o cumprimento destas metas.

O Pnud, segundo afirmou, tem a intenção de avaliar, no ano quevem, os avanços para a conquista dos objetivos estabelecidos para2015, com a intenção de promover também maior multilateralismo nasquestões relacionadas ao progresso e ao desenvolvimento dos paísespobres.

Apesar de a democracia ser um aspecto para o avanço dos países,Dervis disse que não resolve o problema das desigualdades internas eda erradicação da pobreza.

Como exemplo, citou a América Latina, que, após anos de ditadurase regimes autoritários, atualmente realiza eleições democráticas elivres, porém "os mais pobres destes países não se beneficiaram".

"Não acho que a democracia seja apenas eleições parlamentares ougovernamentais. A democracia é um sistema judiciário forte, umequilíbrio correto entre as três esferas do poder e dos órgãosreguladores financeiros e uma distribuição mais igualitária dariqueza", disse. EFE mva pk/an


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