Íris Rezende e Marconi Perillo, que lideram pesquisas, atribuem um ao outro o prejuízo pelo rombo das contas públicas

A dívida do Estado de Goiás – superior a R$ 12 bilhões, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE) – é hoje o principal tema de discussão dos candidatos ao governo local em 2010, nessa fase inicial da campanha eleitoral.
Os dois candidatos que lideram as pesquisas, ambos ex-governadores, se acusam mutuamente pela “paternidade” da dívida. Íris Rezende (PMDB) atribui a Marconi Perillo (PSDB) a responsabilidade pelo rombo das contas locais, sobretudo após a falência das Centrais Elétricas de Goiás (CELG), que teria deixado um rombo de R$ 4 bilhões.
O tucano, por sua vez, se defende, lembrando que o peemedebista agravou a situação financeira do Estado, ao extinguir todos os agentes de desenvolvimento locais, como a Caixego (Caixa Econômica de Goiás), o Banco de Desenvolvimento do Estado (Bedego) e o Banco do Estado de Goiás (BEG), devido a problemas de “má gestão, corrupção e contratos de retorno duvidoso”.
Mas o fato é que o TCE apurou que a dívida goiana teria dobrado, passando de R$ 5 bilhões para R$ 12 bilhões entre 1999 e 2006, período da administração tucana.

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