Diretor do Dnit não se conforma com derrota de Dilma em MT

Luiz Pagot culpa prefeitos e governador reeleito pelo resultado adverso no Estado

Marcello Sigwalt, iG Brasília |

Inconformado com o segundo resultado negativo da então candidata Dilma Roussef em Mato Grosso, um de seus coordenadores de campanha, o diretor-geral do Dnit Luiz Antonio Pagot resolveu ‘atirar para todos os lados’.

Sobrou para o governador reeleito Silval Barbosa (PMDB), a quem Pagot atribui, juntamente com um grupo de prefeitos, a responsabilidade pela derrota da petista em MT para Serra. Ela obteve 42,94% dos votos válidos, contra 44,16% dados ao tucano.

Silval foi reeleito por uma margem superior a 50% dos votos no primeiro turno da eleição, bem acima do desempenho no Estado da ex-ministra .

Pagot propõe que o tema deve ser alvo de discussão pelo novo governo Silval, para saber “afinal, o que aconteceu?”. Antes de assumir o posto no Dnit, Pagot foi secretário de Infraestrutura, Casa Civil e Educação da gestão Blairo Maggi (PR). Ele diz não entender o descompasso entre o voto maciço do eleitorado mato-grossense a Blairo, a Silval, mas não a Dilma. À caça de razões para o revés petista, Pagot identificou, pelo menos, três.

A primeira delas seria a ‘Operação Jurupari’ da Polícia Federal, que teria atingido a imagem do setor madeireiro, inclusive mediante a expedição de 90 mandados de prisão. 

Outra queixa do diretor da autarquia seria o ”excesso de burocracia da Secretaria Estadual de Meio Ambiente com os empresários do setor madeireiro. 

Como terceiro é último item, Pagot citou a permanência de estatísticas contra o Estado no que toca ao trabalho escravo. Além de todos esses fatores, Pagot aponta, ainda, na direção dos prefeitos eleitos, a quem acusa de deixar a terceiros a tarefa de coordenação da campanha da petista nos municípios. 

Entre os prefeitos ‘infiéis’, o diretor do Dnit citou Getúlio Viana (Primavera do Leste), Juarez Costa (Sinop), Fernando Zafonato, de Matupá, terra do governador Silval. Somando a votação das três cidades, Serra superou Dilma em 45 mil votos. Os argumentos de Pagot foram rebatidos pelo secretário-chefe da Casa Civil da Presidência, Eder Moraes.

Em nota, Moraes disse "que não é hora de ficar buscando culpados pela derrota da presidente Dilma", além de admitir ter sido "um erro estratégico a coordenação da campanha em Mato Grosso não ter ficado sob o comando do governador eleito Silval Barbosa", e não com Pagot.

Com informações do site da Agência da Notícia, de MT

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