Apenas oito pessoas sobreviveram ao acidente de maio, na maior tragédia aérea do país em uma década

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Uma investigação sobre um acidente aéreo que matou 158 pessoas no sul da Índia em maio atribuiu a culpa ao piloto "sonolento" do avião.

Segundo uma cópia da investigação obtida pela imprensa indiana, o avião da companhia estatal Air India Express aterrissou em Mangalore em altura e ângulo errados em 22 de maio. O Boeing 737 saiu da pista, bateu em um barranco e pegou fogo. Apenas oito pessoas sobreviveram, na maior tragédia aérea do país em uma década.

A maioria das vítimas era de trabalhadores migrantes que voltavam para casa. Investigadores dizem que o piloto sérvio Zlatko Glusica estava "desorientado" por ter dormido durante a maior parte do voo de três horas, que tinha decolado de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Segundo o jornal Hindustan Times, é possível ouvir "roncos" nas gravações da caixa-preta do avião e avisos do copiloto, H. S. Ahluwalia, para que a aterrissagem fosse abortada. Pouco antes de o avião pegar fogo, segundo a imprensa, Ahluwalia disse: "Não temos pista (para aterrissar)."

'Inerte'

O relatório investigativo diz que Glusica estava "inerte de sono". O piloto - que morreu no acidente - tinha 10 mil horas de voo e experiência em aterrissar no aeroporto de Mangalore. O Hindustan Times informa que o relatório da investigação foi entregue ao ministro de Aviação Civil indiano, Praful Patel, e será repassado também ao Parlamento do país, recomendando check-ups médicos da tripulação para evitar acidentes semelhantes.

Na época do acidente, Patel havia dito que o aeroporto de Mangalore tinha uma pista curta e uma área limitada para acomodar aviões que aterrissassem de forma equivocada.

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